quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Has she lost the will to live?


Estive ausente do blog por algum tempo. Talvez por falta de tempo ou orgulho demais para escrever algo de que eu não possa me orgulhar. Enfim, estive fora porque quando escrevo para o blog estou me arriscando muito. Nos últimos tempos a última coisa que quero fazer é correr risco; como isto não é possível, tento minimizar a todo custo a probabilidade de ser traído por meus demônios. ( gostaram do neologismo a lá “objetivando metas”?) .

Agora que parei para escrever noto em mim algumas mudanças significativas; algumas delas me impulsionam a abandonar o blog. Mas acho que isso seria exatamente afirmar que, na verdade, não mudei nada. É então, que lutando contra minha impulsividade, e contra os resíduos de uma mudança ainda em processo que não cederei à tentação de dar fim ao blog. Vou continuar me expondo aos riscos que envolvem o ato de escrever.

Percebam que já escrevi dois parágrafos e ainda não disse nada sobre as tais mudanças ou, principalmente sobre os riscos que não estou disposto a enfrentar. Muito menos falei sobre como foram minhas últimas semanas. Ótimo! Tive sucesso! Pelo menos uma mudança pode ser mencionada: parece que estou começando a vencer a impulsividade feroz que há em mim. Uma conseqüência disso é que a necessidade de exposição de minha vida particular ( que é quase uma exigência de um blog) diminuiu. Não sinto que ter ou não platéia faz da minha vida mais ou menos patética, ou mais ou menos interessante. Uma parte de mim ainda urge que eu faça dos últimos acontecimentos um teatro irônico e divertido, mas essa parte não parece estar forte o suficiente para vencer a outra parte que traz uma versão mais humilde: nas três últimas semanas estive envolvido na organização de um bem sucedido congresso de psicanálise. O tema foi Violência, culpa e ato. Tudo saiu bem, mas fiquei sem tempo para fazer umas das coisas que me dá muito prazer - escrever.

É, parece que não pude evitar um grande risco. Acho que com este post contido e singelo, alguns dos meus leitores poderão pensar algo parecido com o que os fãs de Cher pensariam se vissem sua musa sem maquiagem: “* Has she lost the will to live?”

* será que ela perdeu a razão de viver?

sábado, 15 de setembro de 2007

Lulanês

O Lula ataca outra vez:

"Eu me despeço do premier com a sensação de que construí novas oportunidades para o Brasil. A sensação de que arrumei um novo amigo, por que não dizer um companheiro? Porque acredito que a política é feita na base da relação humana", afirmou o presidente". Folha de São Paulo, 15 de setembro.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Até semana que vem estarei ausante . Enquanto o congresso Violência, Culpa e Ato não terminar de me matar. morri.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A Saga


Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem.Concordo. Agora ninguém diz quem é o maior inimigo do homem. Mas agora, acabou a procura- Eu, Rafael, ei de revelar quem é o maior inimigo do homem:

Um computador.

Esses monstros quixotescos que invadem nossas casas; capturam nossos corações,fazem brotar em nós uma dependência emocional que nenhum psicólogo jamais estudou. Sim, feras dantescas, sem coração, malignos e perversos. Eles entram em nossos lares com promessas de uma grande revolução; tecnologia, rapidez de informação e acesso ao mundo inteiro: mentira. Eles tem vida própria! Sabem de nossas fraquezas e neuroses e atacam justamente quando estamos mais enfraquecidos. O meu finado computador por exemplo ( que Deus o tenha) passou desta para uma melhor, mas antes ele fez o que ele sabe fazem melhor: me deixou em frangalhos emocionais. Travou, reiniciou sem motivos, não ligou, mandou mensagens alienígenas- fez de tudo.
Agora , eis-me aqui escrevendo de um novo desktop.Um novo romance se inicia. Tudo está a mil maravilhas, a não ser o som . Ele resolvendo ficar mudo, sem causa aparente. Penso que pode ser ainda o período de adaptação a sua nova casa e novo dono.
Sim..é como num relacionamento. Preciso entendê-l, amá-lo, aceitá-lo tal qual ele é.
Sim, meu querido pc ( como gosto de chamá-lo) eu o amo, e te desejo, sempre , o melhor
do seu novo dono.

rafa.