segunda-feira, 26 de novembro de 2007

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

L'amour

O amor é uma força estranha. Ele espreme e tira de nós o que há de melhor e o que há de pior, resta-nos escolher o que ele vai tirar de nós. Eu já não sei mais o que o amor vai tirar de mim, porque, esqueci-lhes de dizer que ele também arromba nossa vida; é paradoxal eu sei, mas caso vocês ainda não saibam, o amor tem regras que lhe são próprias. Ninguém as conhece, somente ele. Ele não respeita nenhuma regra. Tem regras só mesmo para nos deixar desnorteados... Sem rumo. É por isso que tenho medo do que o amor pode fazer comigo. Sim, porque o amor sozinho é perigoso, tenho sentido suas garras. Quando elas repousam sobre mim e nada agarram; é muito perigoso. É por isso que o amor só é seguro quando temos alguém para amar. Só então ele tira suas garras do nosso coração e as estende ao outro. O amor só é suportável quando temos um outro. Sem o outro, o amor é sofrido--sozinho; mal, até perverso. Ele nos consome tudo que temos. É preciso amar, porque só amando é que curamos o amor. É verdade, o amor é doente e quem ama, está doente também. Sem alguém para amar o amor nos corrói e, tudo que resta, é uma doença sem cura que nos mata lentamente, sem nunca matar. Porque ninguém, sou testemunha, morre de amor. De amor, se sofre.