quinta-feira, 30 de julho de 2009

“ quanto mais aumentamos nossas necessidades e o que possuímos, tanto mais nos expomos aos golpes da sorte e da adversidade” Montaigne.

Desculpem queridos leitores. Estou passando por uma fase de falta de inspiração.Às vezes isso se passa, prefiro não escrever nada nesses momentos. Estou lendo no momento uma dezena de livros, pode ser isso . A frase que postei é dos famosos Ensaios de Montaigne.

Beijos

sábado, 25 de julho de 2009

Hello

sim caros leitores, estive displicente como blog. Assumo minha negligência. Acontece que o mundo e a realidade exigiram minha presença. Estou um pouco esvaziado. Comecei então a leitura de um novo Grabriel Garcia Marquez: A má hora. Foi com esse livro que ele ganhou seu prêmio Nobel da literatura. Sinto que a magia de GABO há de lançar de volta em minha vida interior. Não que ela tenha desaparecido, porque então, eu estaria morto. Mas, porque a realidade empírica obscurece quando quer e pode.
Então, em breve, muito em breve minha alma há de falar. Por enquanto, darei uma entrevista amanhã no programa “ Café com o Bispo”, um programa da rádio 103,7. Falarei sobre ansiedade. Vamos esperar que minha ansiedade não estrague tudo!

Beijos .

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Seminário: Fé e Graça


No seminário Fé e Graça desta semana, tratarei um pouco daquilo que chamo de " o Plano cósmico de Deus". Sem pretensão de dizer que sei qual é esse plano, gostaria de apontar, algumas diretrizes, ainda que misteriosas, que podem nos guiar a compreender qual seria este plano de Deus. Na verdade, queremos compreender se há um plano e como entramos nisso tudo!.

A Igreja sempre trouxe o plano de Deus tão claro, tão certinho, tão encaixado, como se Deus fosse uma entidade mimada e obsessiva que não quisesse nada além de ter sua vontade feita na terra; seus gostos, sua tão falada glória. Penso que se há algum plano em Deus, esse é de amar e expandir seu amor por toda sua criação. Quero explorar o alcance disso e como que nossas vidas se encaixam nessa grande visão,como gosto de chamar, cósmica. E este plano tem a ver com nossa tal almejada felicidade? E o sofrimento humano?
Bem, proponho isto para esta sexta-feira.
Sexta passada tratei ainda da questão do pecado, o que ainda farei novamente quantas vezes for preciso. Pecado é uma palavra já muito desgastada e precisamos recuperar seu real sentido e alcance. Quero agradecer a presença de todos na sexta passada, foi um momento muito proveitoso .
Um abraço e até sexta.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MJ

Ainda não me recuperei da morte ed MJ. Fujo ao sentimentalismo barato de dizer que ele simplesmente me faz falta, com certeza ele faz mais falta a quem o conhecia de perto e não o mito.
O mito me faz falta. Michael, o mito, sustentava tantas fantasias. O que ele sustentava não sei dizer em cada um. Mas, de certo, esse era seu poder. O de fazer um semblante tal que podia sustentar qualquer fantasia; qualquer mundo, qualquer felicidade insuspeita encontrava, em seu pálido rosto, o semblante de um objeto poderoso e eleito para nos alegrar.

A Graça de Michael eu penso ser isso: sua personalidade, às vezes frágil, temerária; em outros momentos a virilidade velada pela criança\Mito atiçava qualquer um. A sua potência marcada sempre por uma súbita " brochação". MJ era o humano potente naquilo que ele pode: pode porque não pode.Pode porque é fraco e sofrido e marcado por uma falta tal que, quando deseja, supera-se numa arte que cativa a todos.
Seu " moonwalk" era paradigma dessa força nua: a criança\mito que desliza sobre sua negritude\pobreza\preconceito\pai mito\américa the beautiful.

Uma pena ele ter ido logo, mas não há dúvidas que seu semblante, aquilo que ele causa e representa ficou mais forte do que nunca, pois é assim com os mitos: quando morrem ficam muito mais fortes, e mostram que sua força nunca foram eles mesmos , mas o desejo que causam. MJ lives in us.