
Minha doce e querida Amanda Rolim presenteou-me com “ Cartas ao um jovem poeta”, de Rilke. O livro trata de cartas enviadas por Rilke a um jovem e iniciante poeta chamado Franz Kappus. O livro tem sido uma brisa leve de inquietude ao meu coração. Mas uma inquietude diferente de todo o furação emocional que ando vivendo. O vento de Rilke está limpando minha alma de algumas coisas que eu deixei entrar em mim. Não só recomendo a leitura como deixo com vocês um trecho de uma das cartas que mais que toca:
[...] Não se deixe enganar em sua solidão só porque há algo no senhor que deseja sair dela. Justamente esse desejo o ajudará sair dela. Justamente esse desejo o ajudará, caso o senhor o utilize com calma e ponderação, como um instrumento para estender sua solidão por um território mais vasto. As pessoas ( com o auxílio de convenções ) resolveram tudo da maneira mais fácil e pelo lado mais fácil da facilidade ; contudo é evidente que precisamos nos aferrar ao difícil, tudo na natureza cresce e se defende a seu modo e se constitui em algo próprio a partir de si, procurando existir a qualquer preço e contra toda resistência. Sabemos muito pouco, mas que temos de nos aferrar ao difícil é uma certeza que não nos abandonará. É bom ser solitário, pois a solidão é difícil; o fato de uma coisa ser difícil tem que ser mais um motivo pra fazê-la.
Amar também é bom : pois o amor é difícil[...]
esta nossa solidão...tão necessária! besos, amore :)
ResponderExcluirNos aferrar ao dificil... "sutil" e profundo. O novo é angustiante... então que a solidão seja o estado q traga calma melhor ainda, vida! Beijos Rafa
ResponderExcluirO trecho me instigou a conhecer o autor. É o que vou fazer.
ResponderExcluirTeus textos, ao ver, são muito bons!
Saudades de teus contos...
ResponderExcluirJana