
Minha mãe constantemente reclama que eu não tenho paciência com determinadas pessoas. De fato ela é coerente quando o faz. Eu realmente não tolero pessoas em geral. É um defeito que eu tenho. Ser intolerante com a vida cotidiana. Trato com desprezo tudo que me remete à normalidade e as máscaras sociais. Não canso de ficar estupefato com o teatro que algumas pessoas fazem de suas vidas. Eu não respeito pessoas. Só tenho respeito por alguns sujeitos, e são poucos. Eu sei muito bem que não passo de um arrogante e pedante aspirante à nata da intelectualidade, mas mesmo assim eu gosto de afirmar minha superioridade psicótica sobre todos os outros seres rastejantes que passam pelo meu caminho. De hipocrisia eu jamais morrerei. Posso morrer de tudo. Eu posso não ter minha vida como um livro aberto, disso eu sei, mas não a tenho simplesmente porque poucas pessoas compreenderiam um livro como eu, portanto, prefiro deixar algumas páginas coladas umas nas outras...outras eu arranco e dou de presente a amigos especiais. Então, não me considero um hipócrita-sou seletivo.
É exatamente da minha seletividade que vem minha intolerância. É que eu sou muito consciente que existem seis bilhões de pessoas no mundo todo, assim, sei que não sou obrigado nem a conhecer todo mundo e muito menos ser tolerante com coisa alguma. Devo admitir que eu sou sociável, ou seja, eu não mato e nem agrido as pessoas que eu não tolero, simplesmente evito contato e afasto da vista e do convívio. Sei fazer isso muito bem. Hoje mesmo fui ao mesmo tempo intransigente, intolerante e sociável com uma atendente da TELEMAR. Cheguei a dizer que eu já não sabia se eu estava falando com um ser humano ou uma máquina. Seu tom de voz era intolerável. Eu disse tudo isso com toda finesse e educação aristocrática, mas mesmo assim ela desligou a ligação na minha cara. Sim, com toda a educação politicamente correta da infeliz ela desligou na minha cara. Não suportou um choque de realidade. Deixa eu continuar meu delírio afirmando que eu acho, não, tenho certeza, que sou um profeta do choque de realidade. Adoro dar um choque de realidade de leve em algumas pessoas. Este post, por exemplo, é um choque de realidade: mostra a todos os meus amigos como eu posso ser vil e desprezível quando realmente não tenho nada pra dizer. A vaidade toma conta, minha estrutura histérica sente-se em casa e o barraco está armado.
O melhor mesmo quando não se tem nada a dizer é não postar. É isso.
É exatamente da minha seletividade que vem minha intolerância. É que eu sou muito consciente que existem seis bilhões de pessoas no mundo todo, assim, sei que não sou obrigado nem a conhecer todo mundo e muito menos ser tolerante com coisa alguma. Devo admitir que eu sou sociável, ou seja, eu não mato e nem agrido as pessoas que eu não tolero, simplesmente evito contato e afasto da vista e do convívio. Sei fazer isso muito bem. Hoje mesmo fui ao mesmo tempo intransigente, intolerante e sociável com uma atendente da TELEMAR. Cheguei a dizer que eu já não sabia se eu estava falando com um ser humano ou uma máquina. Seu tom de voz era intolerável. Eu disse tudo isso com toda finesse e educação aristocrática, mas mesmo assim ela desligou a ligação na minha cara. Sim, com toda a educação politicamente correta da infeliz ela desligou na minha cara. Não suportou um choque de realidade. Deixa eu continuar meu delírio afirmando que eu acho, não, tenho certeza, que sou um profeta do choque de realidade. Adoro dar um choque de realidade de leve em algumas pessoas. Este post, por exemplo, é um choque de realidade: mostra a todos os meus amigos como eu posso ser vil e desprezível quando realmente não tenho nada pra dizer. A vaidade toma conta, minha estrutura histérica sente-se em casa e o barraco está armado.
O melhor mesmo quando não se tem nada a dizer é não postar. É isso.
E de choque em choque a gente continua...
ResponderExcluirTássia
Quanto desequilibrio de autenticidade !!! Aff...cresce garoto! Quando vc encontrar equilibrio entre o que vc é e o que vc deseja ser, será uma pessoa menos insuportável.
ResponderExcluirRafa,
ResponderExcluiramei!!! Amei de montão o texto!!! Você é dos meus!!! Amo você e o seu jeito louco de ser!!! Gostaria de ter pelo menos metade da sua autenticidade. Com certeza, me agrediria menos.
Você me inspira!!! Um dia... eu chego lá!!!
Keila.
meda. :)
ResponderExcluirPara Keila
ResponderExcluirquando não se tem nada inetligente a dizer puxa-se o saco!!!
ô anônimo!!!
ResponderExcluirVê se procura entender a realidade e te toca!
Não 'curte' este tipo de sinceridade, então seja mais 'inteligente' e não polui os comentários aqui, ok?
Acho que a verdadeira sabedoria reside em não fazermos algo que condenamos, então sai fora!
Rafa!
Foi massa esse post.
Fazia um tempinho que eu não passava por aqui, mas quando passo me sinto em casa.
Caramba, essa sinceridade, autenticidade é tão complicada que nossa rede de contato quando tenta se expandir barra exatamente neste ponto: são poucos com estrutura pra viver o que vivemos - e a verdade é que tentamos viver, porque se realmente vivermos com intensidade seremos assassinados!
Um beijão meu querido amigo e irmão!
POluir os comentários?
ResponderExcluirEntão ô puxa-saco, aqui tem que ficar claro que só pode comentar os que concordam ou babam (desnecessariamente) Rafael. Digo desnecessariamente pq ele nem dá bola p esses babões. Aposto que no fundo os acha fracos. Então, provavelmente vc tb é um deles. Vc é um dos fracos...hehehehhe..
Larga de ser ridículo! !!
Desequilibrio de autencidade e narcesismo é pura fraqueza e insegurança. E é isso que se lê nesse texto.
todos podem comentar, qualquer um . Obrigado Giulis , que bom que vc gosta.
ResponderExcluirao anônimo nada digo, ele tb tem direito de discordar, e eu de dizer que eu de fato ás vezes sou inseguro e narcisista- alias insegurança e narcisismo são características muito comuns em quase todos nós. não creio ser mérito exclusivamente meu . imagina...quem nos dera que houvesse alguem que não se amasse mais do que devia e que não tivesse medo de ser.
o resto é amargura..escrevo pra não amargurar...quem sabe um blog não te faria bem anônimo.
Rafael Pinheiro
so uma observaçao: teatro e mascaras sociais sao coisas altamente diferentes, o teatro é ficcional e as mascaras sao reais e abundantes no nosso meio.
ResponderExcluirSinceramente, tenho muitas coisas a te dizer, mas prefiro dizê-las pessoalmente, pois não vou me esconder atrás de um "anônimo". Quero te encontrar qualquer dia e dizer: -Eu sou Joseany da Casa do Senhor.
ResponderExcluirInfelizmente, ainda faço parte da classe de pessoas às quais você denomina "Seres Rastejantes" MAS TAMBÉM SOU UMA PESSOA BEM FRANCA E as pessoas também se surpeendem comigo... Não se iluda com sua superioridade "ariana": não rastejo para você, NÓS RASTEJAMOS JUNTOS NA CASA DO SENHOR.
Joseany