Antes de ontem ocorreu um eclipse total da lua, para quem entende da coisa este é um evento único, o próximo só em 2010. Dizem os astrólogos que os astros exercem incrível influência sobre nós; eu nunca duvidei, vejam só: se a lua afeta as grandes marés e oceanos porque não poderia afetar os seres humanos que são feitos de praticamente 90% de água? Acho bem provável. Não posso provar empiricamente e nem tenho tempo ou paciência para fazer uma pesquisa mais acurada, tenho mais o que fazer. Tudo que posso dizer é que eu estava realmente alterado no dia do bendito eclipse e que eventos extraordinários aconteceram nesse dia. Os signos são determinados exatamente por uma associação de condições e posições astrais que influenciam, de alguma forma, a personalidade da pessoa que nasceu sob aquele arranjo estelar. Eu imagino então, que num dia de eclipse existe uma condição deveras especial na conjuntura astrológica, influenciando mais radicalmente nossos ânimos astrais... De toda forma, o eclipse lunar me fez perceber aqui baixo na terra, uma rede pra lá de intricada de relacionamentos de pessoas que eu conheço. É como se todo mundo estivesse ligado astralmente. Bem, todo mundo tem direito de dizer agora: “ Rafael, você pirou de vez”.
Talvez eu tenha pirado de vez, mas novamente, coloco a culpa no eclipse. Eu percebi que to metido num grupo de amigos que um conhece o outro e está ligado a todos de uma forma bem bizarra. É algo como: Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha...
E o que isso tem a ver com o eclipse? Ora, elementar meu povo. Eu só fui ver isso claramente no dia do eclipse, ou seja, as condições estelares adequadas devem ter algo a ver com minha percepção mais aguçada, além é claro, de uma ajudinha que recebi vinda do signo de Áries. Imagino que alguns vão se perguntar quando me tornei astrólogo, aí eu respondo rapidamente: nunca fui astrólogo, mas tenho interesse por quase tudo que existe no planeta terra. Esse interesse multifacetado pode ser explicado facilmente por adivinhem o que? Meu signo: gêmeos com ascendente em gêmeos. É só pesquisar....
pra terminar trago um poema que escrevi há alguns anos sobre a lua, espero que gostem.
LUA NUA... LUA LUZ
Rafael Lobato
"Minha janela está aberta; eu olho acima de mim a lua brilhante... nua e branca. A atração que a madrugada tem sobre mim é impressionante. Estou só, mas ao mesmo tempo acompanhado pelo luar. Aliás, que bela companhia... o olhar doce e sereno da lua sobre mim; ela nada fala, mas sempre contempla. A contemplação do luar sobre mim me leva a um lugar seguro. A lua simplesmente observa. Ela ilumina muito pouco se comparada com o Sol - mas quem consegue olhar fixamente para ele? Eu prefiro a Lua. Posso fixar meus olhos em sua luz; ela não tem luz própria? Tem sim: a luz que meus olhos emprestam. Gosto da Lua, pois ela me lembra que somos seres sem luz própria, mas ao mesmo tempo podemos refletir uma luz e uma imagem belíssima se, simplesmente, estivermos no lugar certo. No lugar da luz do Sol da justiça! Quem conhece a Deus ou já o viu? Ninguém. Mas não percamos a chance. Na próxima vez que você falar com outro ser humano, olhe profundamente, olhe como quem contempla a Lua...quem sabe você consegue ver a imagem de Deus... doce, às vezes fraca; mas ela está lá! Olhem bem. Olhe fundo. Olhe com amor. Deus está brilhando!
Antes de um acordo ideal entre o dito e o dizer, queremos dar lugar à suprema diferença entre o dito e o dizer de quem fala, e que leve em conta também a possibilidade de modificarmos nossa posição subjetiva em relação ao dito.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
E a saga continua...
Eu seria indelicado caso não respondesse os comentários dos meus leitores, então, peço desculpas aos meus fiéis leitores, mas prometo ser rápido e não dar mais atenção aos filisteus.
Primeiramente, percebo que um cearense de plantão, possivelmente alguém conhecido ( porque sabe que eu saí de são luís para vir morar aqui em Fortaleza), mas que não ousa expor seu nome tal a ignomínia de seus impropérios, está ofendido com meu último post sobre minha viagem a Guaramiranga. A sugestão do dileto amigo foi que eu retornasse a São Luís já que não gosto daqui. O caro anônimo não entendeu nada, como é muito comum a mentes comuns como a dele. Minha crítica foi a uma característica específica de alguns cearenses, e não do povo em geral ou até mesmo de Fortaleza que é uma cidade até simpática. Repito : Guaramiranga é um antro da burguesia patética de Fortaleza que foge para a serra pela famigerada cultura do frio, estive lá e sei bem o que acontece lá. Não estou cuspindo no prato que como ( que jargão clichê não é mesmo? ); na verdade venho do estado mais pobre da federação, conheço a cultura tupiniquim que reina nestas bandas do norte. Sempre fui ávido crítico deste tipo de comportamento em São Luís. Já que não poupo minha própria cidade natal, imagine o que dizer de Fortaleza? Como brasileiro sinto-me no direito de emitir opiniões sobre qualquer lugar do meu pobre país, Fortaleza não ficará de fora. Mas eu não espero que o amigo anônimo compreenda tais sutilezas: ele também é cearense, e como tal, está inserido por demais na cultura local para entender minhas críticas. Mas não se engane caro anônimo, tenho grandes amigos nesta terra e, como afirmei no início, Fortaleza é uma cidade muito simpática e agradável. Quanto a cuspir no prato que como, devo dizer-lhe que espero que breve sair de Fortaleza, caso não seja possível continuarei morando aqui e , de tempos em tempos cuspindo no prato que como, afinal de contas é o meu prato também.
Mudando de assunto...
Ao crente anônimo devo simplesmente dizer : fico penalizado que ainda existem pessoas covardes como você. Imagino que você como um grande seguidor de Cristo deveria seguir seus passos e não postar um comentário pobre como esse sem assinar seu nome. Eu até entendo sua vergonha em não se identificar, afinal de contas seu comentário beira o patético. A instrução de Jesus é que se você acha que um irmão está em pecado chame-o e converse com ele. Seja corajoso homem de Deus! Venha arrazoar comigo! Exponha os motivos de sua pequena fé e eu exporei os motivos da minha! Você demonstra certo despreparo no trato das coisas do Reino, mas eu não deveria esperar muito de vocês evangélicos. Você ainda está preso a está pobre dicotomia corpo, alma e espírito. Eu não estudo a alma humana...A alma humana está acima de qualquer possibilidade de estudo ou definição; está além de qualquer conserto ou salvação, como você mesmo demonstrou com seu comentário fanático e religioso.
Eu não acho que tenho santidade alguma, na realidade, eu nem sei o que é santidade. Você parece saber. Quem sabe você poderia me chamar em privado e me explicar o que é santidade? Convido-o novamente a vir e arrazoar comigo, como homem ou mulher dignos de carregar o nome que sua família lhe deu. Quem sabe assim você teria a chance de me conhecer melhor. Você demonstra não me conhecer querido irmão, se realmente me conhecesse saberia o que eu penso sobre os assuntos referentes ao Reino. Você confunde Igreja com os conglomerados humanos sob a égide de um carniceiro. Este foi o seu maior erro. A Igreja que Cristo fundou não tem absolutamente nada a ver com esses mercados a céus aberto que encontramos em qualquer esquina, ou com denominações com nomes esdrúxulos como a referida “ Bola de Neve”. Eu não preciso conhecer os “ líderes” desse lugar pra saber que eles gostam de estar na mídia...gostam dos holofotes. Ela em nada se diferencia de todas as outras denominações neo-pentecostais que assolam nossa nação sob a bandeira do cristianismo.
Meu último conselho é que você tire dessa sua cabecinha a idéia fantasiosa que você aprendeu no catolicismo daquele Jesus de olhos azuis, olhar terno e humor condescendente ao você tanto se apega. Aprenda a ver Jesus também com o chicote na mão. O mesmo Jesus que amou a mulher samaritana, os publicanosm, a mulher adúltera e a prostituta foi o mesmo que chamava os pastores e líderes da época de filhos do diabo. Foi o mesmo Jesus que limpou a chicotes o pátio do templo, e foi o mesmo Jesus que fez um discurso tão duro que alguns discípulos foram procurar a primeira igreja neo-pentecostal que viram para se refugiarem do cálice de Cristo.
Tenho muito ainda a te falar, mas tu ainda não podes compreender. Quem sabe em uma conversa particular possamos conversar longamente sobre o assunto.
No mais, não me pertube! Trago em meu corpo as marcas de Cristo.
Passar bem.
Primeiramente, percebo que um cearense de plantão, possivelmente alguém conhecido ( porque sabe que eu saí de são luís para vir morar aqui em Fortaleza), mas que não ousa expor seu nome tal a ignomínia de seus impropérios, está ofendido com meu último post sobre minha viagem a Guaramiranga. A sugestão do dileto amigo foi que eu retornasse a São Luís já que não gosto daqui. O caro anônimo não entendeu nada, como é muito comum a mentes comuns como a dele. Minha crítica foi a uma característica específica de alguns cearenses, e não do povo em geral ou até mesmo de Fortaleza que é uma cidade até simpática. Repito : Guaramiranga é um antro da burguesia patética de Fortaleza que foge para a serra pela famigerada cultura do frio, estive lá e sei bem o que acontece lá. Não estou cuspindo no prato que como ( que jargão clichê não é mesmo? ); na verdade venho do estado mais pobre da federação, conheço a cultura tupiniquim que reina nestas bandas do norte. Sempre fui ávido crítico deste tipo de comportamento em São Luís. Já que não poupo minha própria cidade natal, imagine o que dizer de Fortaleza? Como brasileiro sinto-me no direito de emitir opiniões sobre qualquer lugar do meu pobre país, Fortaleza não ficará de fora. Mas eu não espero que o amigo anônimo compreenda tais sutilezas: ele também é cearense, e como tal, está inserido por demais na cultura local para entender minhas críticas. Mas não se engane caro anônimo, tenho grandes amigos nesta terra e, como afirmei no início, Fortaleza é uma cidade muito simpática e agradável. Quanto a cuspir no prato que como, devo dizer-lhe que espero que breve sair de Fortaleza, caso não seja possível continuarei morando aqui e , de tempos em tempos cuspindo no prato que como, afinal de contas é o meu prato também.
Mudando de assunto...
Ao crente anônimo devo simplesmente dizer : fico penalizado que ainda existem pessoas covardes como você. Imagino que você como um grande seguidor de Cristo deveria seguir seus passos e não postar um comentário pobre como esse sem assinar seu nome. Eu até entendo sua vergonha em não se identificar, afinal de contas seu comentário beira o patético. A instrução de Jesus é que se você acha que um irmão está em pecado chame-o e converse com ele. Seja corajoso homem de Deus! Venha arrazoar comigo! Exponha os motivos de sua pequena fé e eu exporei os motivos da minha! Você demonstra certo despreparo no trato das coisas do Reino, mas eu não deveria esperar muito de vocês evangélicos. Você ainda está preso a está pobre dicotomia corpo, alma e espírito. Eu não estudo a alma humana...A alma humana está acima de qualquer possibilidade de estudo ou definição; está além de qualquer conserto ou salvação, como você mesmo demonstrou com seu comentário fanático e religioso.
Eu não acho que tenho santidade alguma, na realidade, eu nem sei o que é santidade. Você parece saber. Quem sabe você poderia me chamar em privado e me explicar o que é santidade? Convido-o novamente a vir e arrazoar comigo, como homem ou mulher dignos de carregar o nome que sua família lhe deu. Quem sabe assim você teria a chance de me conhecer melhor. Você demonstra não me conhecer querido irmão, se realmente me conhecesse saberia o que eu penso sobre os assuntos referentes ao Reino. Você confunde Igreja com os conglomerados humanos sob a égide de um carniceiro. Este foi o seu maior erro. A Igreja que Cristo fundou não tem absolutamente nada a ver com esses mercados a céus aberto que encontramos em qualquer esquina, ou com denominações com nomes esdrúxulos como a referida “ Bola de Neve”. Eu não preciso conhecer os “ líderes” desse lugar pra saber que eles gostam de estar na mídia...gostam dos holofotes. Ela em nada se diferencia de todas as outras denominações neo-pentecostais que assolam nossa nação sob a bandeira do cristianismo.
Meu último conselho é que você tire dessa sua cabecinha a idéia fantasiosa que você aprendeu no catolicismo daquele Jesus de olhos azuis, olhar terno e humor condescendente ao você tanto se apega. Aprenda a ver Jesus também com o chicote na mão. O mesmo Jesus que amou a mulher samaritana, os publicanosm, a mulher adúltera e a prostituta foi o mesmo que chamava os pastores e líderes da época de filhos do diabo. Foi o mesmo Jesus que limpou a chicotes o pátio do templo, e foi o mesmo Jesus que fez um discurso tão duro que alguns discípulos foram procurar a primeira igreja neo-pentecostal que viram para se refugiarem do cálice de Cristo.
Tenho muito ainda a te falar, mas tu ainda não podes compreender. Quem sabe em uma conversa particular possamos conversar longamente sobre o assunto.
No mais, não me pertube! Trago em meu corpo as marcas de Cristo.
Passar bem.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Mais micos...
Mais um filisteu no arraial de Israel. Segundo o site da Folha online, Alexandre Frota juntou-se à trupe dos artistas decadêntes que viram evangélicos. Pura falta de opção. A igreja escolhida pelo " pop star" ( I know!!!! rs) é a famigerada Bola de Neve ( isso é lá nome de igreja? come on!). Essas igrejinhas gostam de se gloriar por arrebatar os corações de artistas como Monique Evans e Alexandre Frota, mas no fundo tudo é uma jogada de marketing barata do tipo: " Olha só, nosso Evangelho funciona! Estamos pegando peixes grandes, até artistas e mega-empresários caem na nossa rede!". Patético não?
Enquanto Jesus dificultou a entrada do jovem rico no Reino, as igrejetas envagélicas adoram facilitar a entrada de capital Filisteu no arraial...As coisas nunca mudam não é verdade?
ps: Devido À grande demanda prometo lançar ainda esta semana um post sobre o tema Virgindade.
Enquanto Jesus dificultou a entrada do jovem rico no Reino, as igrejetas envagélicas adoram facilitar a entrada de capital Filisteu no arraial...As coisas nunca mudam não é verdade?
ps: Devido À grande demanda prometo lançar ainda esta semana um post sobre o tema Virgindade.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Os tamboresCarnavalescos II
Findo feriado cá estou eu de volta. Fiquei instalado no meio da serra num vilarejo chamado Pacoti. Vivi lembranças de paisagens como em Niels Lyhne e dos Sofrimentos de Wether. Sim, minha imaginação é uma coisa surpreendente. É coisa de quem foi criado no estado mais pobre da federação e no Brasil dos anos 80, recessão pura. Então, não sobrava nada a não ser viver num mundo de imaginação que sempre foi lindo e receptivo. Através dele conheci o mundo todo. Tornei-me exigente com a vida porque minha imaginação sempre abria portas que nunca estiveram realmente abertas; minha imaginação me lançou num mundo que nunca teve todas as cores que eu pintei para ele, mas certamente, em alguns lugares do mundo essas cores estão bem vivas... Eu que ainda não viajei o suficiente. A questão é que pessoas de imaginação fértil são normalmente exigentes e reticentes quanto a satisfazer-se com pequenas alegrias.
Tudo isto para dizer que Pacoti é uma cidade agradabilíssima, já Guaramiranga é um cesto de patéticos. A nata da sociedade tupiniquim. Uma reunião periclitante de novos e velhos burgueses à procura da frente fria de carnaval.
O termômetro da praça marcava 17 graus, mas se podia ver senhoras de casacos e luvas. Os jovens abusavam nas jaquetas de coro, pull-overs, gorros e luvas. Uma coisa é boa em Guaramiranga: a cidade tem um teatrinho municipal, coisa rara no interior do Brasil. Mas não se animem. O teatro é um horror. Cadeiras de plástico e um calor infernal. Sim, porque como há um mito de que faz um frio de matar na serra cearense ninguém teve a coragem de colocar um ar-condicionado no teatro. Resultado: temos que assistir aos shows num calor infernal e, como se não bastasse, tendo que afugentar borboletas do tamanho de uma mão. Neste mesmo teatrinho acontece o festival de Jazz e Blues. Antes de tudo quero louvar a iniciativa de um festival de música durante o feriado de carnaval. No entanto, a cidade não está preparada para o festival. Os restaurantes são ruins, sempre lotados com um péssimo atendimento. A grande verdade é que a “ frente fira de carnaval” traz para a pequena cidade uma leva de criaturas que não entendem patavina de Jazz ou Blues; mas mesmo assim, sentam-se confortavelmente para ouvir uma linguagem que não entendem para depois fazerem comentários patéticos comendo fondue e chocolate quente ( suando de calor). Nada contra comer fondue e chocolate quente, tudo isto pode-se fazer aqui em Fortaleza caso realmente haja gosto pelo estilo, o problema para mim é a associação frio-fondue-chocolate-casacos-chicura. Triste não?
É o sentido que os pau de arará dão para toda a coisa. É irritante.
De qualquer forma eu acabei de divertindo porque estava em excelentes companhias. A família com quem fiquei foi uma alegria só, e , graças ao bom Deus, nenhum deles se enquadrava neste estereotipo sofrível.
De qualquer forma, sejam todos bem vindos de seus carnavais pelo mundo a fora. Bom trabalho e boa volta às aulas.
Tudo isto para dizer que Pacoti é uma cidade agradabilíssima, já Guaramiranga é um cesto de patéticos. A nata da sociedade tupiniquim. Uma reunião periclitante de novos e velhos burgueses à procura da frente fria de carnaval.
O termômetro da praça marcava 17 graus, mas se podia ver senhoras de casacos e luvas. Os jovens abusavam nas jaquetas de coro, pull-overs, gorros e luvas. Uma coisa é boa em Guaramiranga: a cidade tem um teatrinho municipal, coisa rara no interior do Brasil. Mas não se animem. O teatro é um horror. Cadeiras de plástico e um calor infernal. Sim, porque como há um mito de que faz um frio de matar na serra cearense ninguém teve a coragem de colocar um ar-condicionado no teatro. Resultado: temos que assistir aos shows num calor infernal e, como se não bastasse, tendo que afugentar borboletas do tamanho de uma mão. Neste mesmo teatrinho acontece o festival de Jazz e Blues. Antes de tudo quero louvar a iniciativa de um festival de música durante o feriado de carnaval. No entanto, a cidade não está preparada para o festival. Os restaurantes são ruins, sempre lotados com um péssimo atendimento. A grande verdade é que a “ frente fira de carnaval” traz para a pequena cidade uma leva de criaturas que não entendem patavina de Jazz ou Blues; mas mesmo assim, sentam-se confortavelmente para ouvir uma linguagem que não entendem para depois fazerem comentários patéticos comendo fondue e chocolate quente ( suando de calor). Nada contra comer fondue e chocolate quente, tudo isto pode-se fazer aqui em Fortaleza caso realmente haja gosto pelo estilo, o problema para mim é a associação frio-fondue-chocolate-casacos-chicura. Triste não?
É o sentido que os pau de arará dão para toda a coisa. É irritante.
De qualquer forma eu acabei de divertindo porque estava em excelentes companhias. A família com quem fiquei foi uma alegria só, e , graças ao bom Deus, nenhum deles se enquadrava neste estereotipo sofrível.
De qualquer forma, sejam todos bem vindos de seus carnavais pelo mundo a fora. Bom trabalho e boa volta às aulas.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Os tambores carnavalescos.
Carnaval hum?
Eu gosto muito de comparar o carnaval a um estorinha bíblica. No tempo que os Israelitas viviam em meio a povos pagãos havia um povo chamado de Amorreus. Este povo adorava ao deus Moloque. Moloque é o nome de um antigo deus adorado pelos povos presentes na península arábica e na região do Oriente Médio.Segundo as escrituras os povos amorreus viveram por volta de 1900 a.C. Há quem diga que nos rituais de adoração havia atos sexuais e sacrifícios de crianças. Estas eram jogadas em uma cavidade da estátua de Moloque, onde havia fogo consumindoa criança viva. Ele era, ao mesmo tempo, um fogo purificador, destruidor e consumidor. A aparência de Moloque era de corpo humano com a cabeça de boi ou leão, no seu ventre havia uma cavidade em que o fogo era aceso para consumir sacrifícios. Bem, o que acontecia é que como as crianças eram oferecidas vivas havia muito choro e gritos horripilantes. Para evitar que as pessoas ouvisse o sofrimento das crianças eles tocavam os tambores freneticamente para abafar os pedidos agonizantes de socorro.
Eu sempre costumo comparar o Carnaval aos frenéticos tambores de Moloque. Por pura observação empírica mais da metade das pessoas que eu conheço que se entregam de corpo e alma à tal da folia carnavalesca sem grandes motivos aparentes para tanta festa. A questão não é se alegrar no carnaval, mas é a obrigação de, por quatro dias, ser feliz, exuberantemente feliz. Como diz Vinícios: “ A felicidade é como uma pétala de flor...a felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho para fazer a fantasia de rei..pirata ou jardineira, para tudo se acabar na quarta-feira...tristeza não tem fim, felicidade sim”. Ou como dizia minha vó: “ alegria é mãe de choro”.
...e é folia por toda parte...começa com pré-carnaval...tambores de Moloque....depois o carnaval propriamente dito...mais tambores..todos tocando frenéticamente...abafando o som da realidade, dura e crua. Não desejo que todos vivamos imersos na melancolia que a vida nos tráz, mas é preciso cair na folia sabendo que a felicidade é como uma gota de orvalho que ao nascer do dia desaparece levemente sem deixar rastro. Não podemos nos iludir com o júbilo fugaz da folia de carnaval. Há uma diferença profunda entre alegria e felicidade, pelo menos para mim, ou se preferirem, entre alegria e euforia. A alegria é uma certeza profunda e uma segurança que parece brotar dos lugares mais desabitados de nossa alma; talvez a alegria seja o que Clarice chamou de “ viver apesar de”. Já a euforia normalmente é um sentimento bobo e, quase sempre, piegas. É o que o carnaval tenta fazer conosco: forçar algo que somente nos lembra vagamente que existe algo como a alegria na vida.
Por essas e por outras é que estou indo me isolar da euforia carnavalesca numa pequena vila na serra cearence. Estou levando dois companheiros de profunda alegria. São dois grandes livros que li recentemente: Niels Lyhne( Jacobsen) e De Profundis ( Oscar Wilde). Sinto que no clima ameno das montanhas a leitura de Niles Lyhne vai me trazer as mais profundas alegrias e a pasagem exuberante deve alimentar as mesmas alegrias que mantiveram o gênio de Wilde vivo durante dos dois anos de prisão.
Desejo um bom feriado a todos. Cuidado com os tambores de Moloque.
Eu gosto muito de comparar o carnaval a um estorinha bíblica. No tempo que os Israelitas viviam em meio a povos pagãos havia um povo chamado de Amorreus. Este povo adorava ao deus Moloque. Moloque é o nome de um antigo deus adorado pelos povos presentes na península arábica e na região do Oriente Médio.Segundo as escrituras os povos amorreus viveram por volta de 1900 a.C. Há quem diga que nos rituais de adoração havia atos sexuais e sacrifícios de crianças. Estas eram jogadas em uma cavidade da estátua de Moloque, onde havia fogo consumindoa criança viva. Ele era, ao mesmo tempo, um fogo purificador, destruidor e consumidor. A aparência de Moloque era de corpo humano com a cabeça de boi ou leão, no seu ventre havia uma cavidade em que o fogo era aceso para consumir sacrifícios. Bem, o que acontecia é que como as crianças eram oferecidas vivas havia muito choro e gritos horripilantes. Para evitar que as pessoas ouvisse o sofrimento das crianças eles tocavam os tambores freneticamente para abafar os pedidos agonizantes de socorro.
Eu sempre costumo comparar o Carnaval aos frenéticos tambores de Moloque. Por pura observação empírica mais da metade das pessoas que eu conheço que se entregam de corpo e alma à tal da folia carnavalesca sem grandes motivos aparentes para tanta festa. A questão não é se alegrar no carnaval, mas é a obrigação de, por quatro dias, ser feliz, exuberantemente feliz. Como diz Vinícios: “ A felicidade é como uma pétala de flor...a felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho para fazer a fantasia de rei..pirata ou jardineira, para tudo se acabar na quarta-feira...tristeza não tem fim, felicidade sim”. Ou como dizia minha vó: “ alegria é mãe de choro”.
...e é folia por toda parte...começa com pré-carnaval...tambores de Moloque....depois o carnaval propriamente dito...mais tambores..todos tocando frenéticamente...abafando o som da realidade, dura e crua. Não desejo que todos vivamos imersos na melancolia que a vida nos tráz, mas é preciso cair na folia sabendo que a felicidade é como uma gota de orvalho que ao nascer do dia desaparece levemente sem deixar rastro. Não podemos nos iludir com o júbilo fugaz da folia de carnaval. Há uma diferença profunda entre alegria e felicidade, pelo menos para mim, ou se preferirem, entre alegria e euforia. A alegria é uma certeza profunda e uma segurança que parece brotar dos lugares mais desabitados de nossa alma; talvez a alegria seja o que Clarice chamou de “ viver apesar de”. Já a euforia normalmente é um sentimento bobo e, quase sempre, piegas. É o que o carnaval tenta fazer conosco: forçar algo que somente nos lembra vagamente que existe algo como a alegria na vida.
Por essas e por outras é que estou indo me isolar da euforia carnavalesca numa pequena vila na serra cearence. Estou levando dois companheiros de profunda alegria. São dois grandes livros que li recentemente: Niels Lyhne( Jacobsen) e De Profundis ( Oscar Wilde). Sinto que no clima ameno das montanhas a leitura de Niles Lyhne vai me trazer as mais profundas alegrias e a pasagem exuberante deve alimentar as mesmas alegrias que mantiveram o gênio de Wilde vivo durante dos dois anos de prisão.
Desejo um bom feriado a todos. Cuidado com os tambores de Moloque.
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