1. Rafael, como você se sente às portas de seus 30 anos?
- Como Sansão na festa dos Filisteus: Oh Senhor, dá-me mais uma chance.
2. E então, muitos planos para esta nova fase?
- Ainda todos, os mesmos ainda.
3. E o que você aprendeu, conta pra gente.
--Aprendi..Isso me veio hoje, que...É duro aceitar, mas a vida devia ser vivida de trás pra frente. Aprendemos alguma coisa com o tempo..A mesura do tempo, seu bojo, sua força, seu peso. Só que...Quando aprendemos como a vida pode ser vivida já é tão tarde. Trinta não parece muito, eu sei. Mas tem lá seu tempo..Seu peso..Sua medida de profundidade e o tudo que ensina é sempre muito tarde. ruim não é?
Pode publicar isso?
- POde sim, mas hoje sem comentários ok?
Antes de um acordo ideal entre o dito e o dizer, queremos dar lugar à suprema diferença entre o dito e o dizer de quem fala, e que leve em conta também a possibilidade de modificarmos nossa posição subjetiva em relação ao dito.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
To voltando.
Semana que vem faço 30 anos e vou celebrar pelas bandas do Ceará.
Fortaleza sempre terá algo importante dentro de mim, pois foi lá que vivi momentos tão marcantes que só se vive uma vez em toda vida; pontos de clivagem, como gosta de dizer minha querida Sandra.
Estou ávido por rever amigos queridos...Não sei se vai dar pra rever todo mundo como eu gostaria, mas vou tentar: Tássia, Mc, Sandra, Marta, Lucas, Arthur, minha cunhada e marido...Conde Bel..é tante gente. Acho que não vai dar tempo.
Então..olha a música ai gente
Fortaleza sempre terá algo importante dentro de mim, pois foi lá que vivi momentos tão marcantes que só se vive uma vez em toda vida; pontos de clivagem, como gosta de dizer minha querida Sandra.
Estou ávido por rever amigos queridos...Não sei se vai dar pra rever todo mundo como eu gostaria, mas vou tentar: Tássia, Mc, Sandra, Marta, Lucas, Arthur, minha cunhada e marido...Conde Bel..é tante gente. Acho que não vai dar tempo.
Então..olha a música ai gente
quinta-feira, 21 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
ABC de Lacanês

Ler Lacan não é tão difícil o quanto parece, à primeira vista. Mas, à razão pura, obstinada em subverter a paixão, a des-razão, o inconsciente e sua força sexual, aí sim, Lacan é extremamente difícil de ler.
Para lÊ-lo é pré-requisito se deixar levar por um outro funcionamento; algo mais flúido e nada acadêmico, posto que a leitura acadêmica requer didatismo e uma ordem a seguir.
É como se submeter a uma ánálise--não há muito a entender numa análise, mas há muito a dizer. E é exatamente no dito, nos dizeres e , principalmente, naquilo que atravessa aquilo que é dito que colocamos todo nosso esforço.
Aqui trago alguns trechos de Lacan, no seminário II, acerca de como se configura uma análise:
" O sujeito descobre por intermédio da análise sua verdade, ou seja, a significação que, em seu destino particular, adquirem estes dados que lhe são próprios e que se pode denominar seu quinhão...todas as formas de vida são igualmente espantosas, miraculosas, não há tendência em direção a formas superiores.
" Os seres humanos nascem com disposições de todos os tipos, extremamente heterogêneas. Mas seja qual for o quinhão fundamental, o quinhão biológico, o que a análise revela ao sujeito é a sua significação. Esta significação é função de uma determinada fala, que é e que não é a fala do sujeito--esta fala ele já a recebe prontinha, ele é seu ponto de passagem".
Gosto de Lacan se referir ao nosso " quinhão". É exatamente isso que ocorre em uma análise: a verificação, pelo sujeito, de que cabe a cada um de nós um certo quinhão, que trazemos conosco. O que ocorre numa análise é algo assim como encontramos nos Evangelhos: tomai sobre vós o meu jugo, pois meu fardo é leve.
Não se pode livrar-se do quinhão numa análise, mas pode-se carregar um outro fardo de existir: uma bagagem que nós mesmos arrumamos, escolhemos cada muda, o que não nos serve mais é fácil: doa-se ao Exército da Salvação.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Divulgação
Vale conferir este evento. Enfim assunto sério levado a sério.
26 de junho de 2009
O Mestrado de Psicanálise, Saúde e Sociedade da UVA e o
Programa de Pós-Graduação em Psicanálise da UERJ
Convidam para o Colóquio
"AS HOMOSSEXUALIDADES NA PSICANÁLISE"
Por ocasião dos 40 anos de Stonewall
Coordenação: Antonio Quinet e Marco Antonio Coutinho Jorge
Argumento
Stonewall, 28 de junho de 1969 é o marco histórico do início do movimento de emancipação e liberação dos homossexuais e do combate à homofobia, quando os clientes desse bar de Nova York reagiram vigorosamente à batida policial de praxe e inauguraram com esse ato o movimento gay que se alastraria por todo o mundo. Aos 40 anos de Stonewall encontramos, por um lado, transformações nos costumes e nas leis que apontam para uma maior liberdade de expressão da opção homossexual e, por outro lado, uma grande repressão manifesta em atos que vão da descriminalização das agressões e até assassinatos contra homossexuais, assim como na revelação de que o maior índice de depressão e suicídio se encontra dentre as pessoas cuja escolha é por parceiros do mesmo sexo. Desde então, em todo o mundo, estudos dentro e fora das Universidades têm se dedicado ao tema de múltiplas maneiras: estudos sobre gênero, identidade, teoria queer, etc..
Há 30 anos, Pink Floyd lança a música Another brick in the wall. A psicanálise também vai contra o muro (the wall) do racismo do discurso dominante, que tende a fazer todos andarem no mesmo passo, situando em reservas delimitadas – os guetos – aqueles que se opõem à marcha comum. Brequando o "ó" dessa situação, a psicanálise se opõe ao preconceito mortificador do sujeito que o reduz a um significante de exclusão.
We don’t need no education. We don’t need no thought control. A psicanálise se opõe à pedagogia do desejo, pois esta é uma falácia. Não se pode educar a pulsão sexual. Não se pode desviá-la para acomodá-la aos ideais da sociedade. A pulsão segue os caminhos traçados pelo inconsciente que é individual e singular. A pulsão não é louca, ela obedece a uma lógica determinada pelos avatares do Nome-do-pai, a lei simbólica a que todos estamos submetidos.
Ao responder a uma mãe preocupada com a homossexualidade do filho, Freud apontava, já em 1935, que esta não é nenhuma desvantagem, nem tampouco uma vantagem, "ela não é motivo de vergonha, não é uma degradação, não é um vício e não pode ser considerada uma doença". Para a psicanálise, assim como a homossexualidade, o interesse exclusivo de um homem por uma mulher, e vice-versa, também merece esclarecimento e não tem nada de óbvio. A investigação psicanalítica, diz Freud em seu premiado texto sobre Leonardo da Vinci, opõe-se à tentativa de separar os homossexuais dos outros seres humanos como um "grupo de índole singular", pois "todos os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e de fato a consumaram no inconsciente". A psicanálise é, segundo Lacan, o avesso da "civilização", a qual impõe ora a renúncia pulsional ora a exigência de um gozo vigiado e controlado.
Em que a psicanálise tem contribuído no debate com a sociedade sobre esse tema? Neste evento os psicanalistas retomam os conceitos de Freud e de Lacan para trazerem à luz para a sociedade o que a psicanálise tem a dizer sobre o assunto. E avaliam a literatura psicanalítica atual sobre o tema, cujas elaborações norteiam a posição de muitos analistas em sua prática clínica no manejo com um desejo que "não ousa (ou ousava) dizer seu nome". Estaria o psicanalista acompanhando as transformações da sociedade que repercutem em sua clínica? Estaria ele apto a responder à subjetividade de sua época? E o movimento gay – estaria disposto a escutar o psicanalista?
Pretendemos fazer ver neste colóquio o quanto a presença maciça da psicanálise nos mais diversos âmbitos contribuíu, ao longo do século XX, para a radical transformação da cultura, com uma maior liberação dos costumes no que tange às sexualidades e, consequentemente, às homossexualidades.
Antonio Quinet e
Marco Antonio Coutinho Jorge
26 de junho de 2009
O Mestrado de Psicanálise, Saúde e Sociedade da UVA e o
Programa de Pós-Graduação em Psicanálise da UERJ
Convidam para o Colóquio
"AS HOMOSSEXUALIDADES NA PSICANÁLISE"
Por ocasião dos 40 anos de Stonewall
Coordenação: Antonio Quinet e Marco Antonio Coutinho Jorge
Argumento
Stonewall, 28 de junho de 1969 é o marco histórico do início do movimento de emancipação e liberação dos homossexuais e do combate à homofobia, quando os clientes desse bar de Nova York reagiram vigorosamente à batida policial de praxe e inauguraram com esse ato o movimento gay que se alastraria por todo o mundo. Aos 40 anos de Stonewall encontramos, por um lado, transformações nos costumes e nas leis que apontam para uma maior liberdade de expressão da opção homossexual e, por outro lado, uma grande repressão manifesta em atos que vão da descriminalização das agressões e até assassinatos contra homossexuais, assim como na revelação de que o maior índice de depressão e suicídio se encontra dentre as pessoas cuja escolha é por parceiros do mesmo sexo. Desde então, em todo o mundo, estudos dentro e fora das Universidades têm se dedicado ao tema de múltiplas maneiras: estudos sobre gênero, identidade, teoria queer, etc..
Há 30 anos, Pink Floyd lança a música Another brick in the wall. A psicanálise também vai contra o muro (the wall) do racismo do discurso dominante, que tende a fazer todos andarem no mesmo passo, situando em reservas delimitadas – os guetos – aqueles que se opõem à marcha comum. Brequando o "ó" dessa situação, a psicanálise se opõe ao preconceito mortificador do sujeito que o reduz a um significante de exclusão.
We don’t need no education. We don’t need no thought control. A psicanálise se opõe à pedagogia do desejo, pois esta é uma falácia. Não se pode educar a pulsão sexual. Não se pode desviá-la para acomodá-la aos ideais da sociedade. A pulsão segue os caminhos traçados pelo inconsciente que é individual e singular. A pulsão não é louca, ela obedece a uma lógica determinada pelos avatares do Nome-do-pai, a lei simbólica a que todos estamos submetidos.
Ao responder a uma mãe preocupada com a homossexualidade do filho, Freud apontava, já em 1935, que esta não é nenhuma desvantagem, nem tampouco uma vantagem, "ela não é motivo de vergonha, não é uma degradação, não é um vício e não pode ser considerada uma doença". Para a psicanálise, assim como a homossexualidade, o interesse exclusivo de um homem por uma mulher, e vice-versa, também merece esclarecimento e não tem nada de óbvio. A investigação psicanalítica, diz Freud em seu premiado texto sobre Leonardo da Vinci, opõe-se à tentativa de separar os homossexuais dos outros seres humanos como um "grupo de índole singular", pois "todos os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e de fato a consumaram no inconsciente". A psicanálise é, segundo Lacan, o avesso da "civilização", a qual impõe ora a renúncia pulsional ora a exigência de um gozo vigiado e controlado.
Em que a psicanálise tem contribuído no debate com a sociedade sobre esse tema? Neste evento os psicanalistas retomam os conceitos de Freud e de Lacan para trazerem à luz para a sociedade o que a psicanálise tem a dizer sobre o assunto. E avaliam a literatura psicanalítica atual sobre o tema, cujas elaborações norteiam a posição de muitos analistas em sua prática clínica no manejo com um desejo que "não ousa (ou ousava) dizer seu nome". Estaria o psicanalista acompanhando as transformações da sociedade que repercutem em sua clínica? Estaria ele apto a responder à subjetividade de sua época? E o movimento gay – estaria disposto a escutar o psicanalista?
Pretendemos fazer ver neste colóquio o quanto a presença maciça da psicanálise nos mais diversos âmbitos contribuíu, ao longo do século XX, para a radical transformação da cultura, com uma maior liberação dos costumes no que tange às sexualidades e, consequentemente, às homossexualidades.
Antonio Quinet e
Marco Antonio Coutinho Jorge
sábado, 9 de maio de 2009
Que se façam calar os tambores
...
"Muito pra mim é tão pouco , e pouco eu não quero mais!"
Primeiro quero aceitar tudo em mim, sem tirar nada. Acreditar completamente em minha plena divindade, no deus que ruge em mim. Calei por muito tempo meu silêncio, mas agora, é tempo que se ouça sua voz.
Conta-se na bíbilia a história dos sacrifícios feitos a Moloque. Tocavam-se tambores para abafar os gritos das crianças...
Já toquei muitos tambores. Agora quero ouvir cada uma que morre; quero escutar os gritos daquilo que se sacrifica até que só se escute o silencio rouco da última criança, e que ela seja eu. Quero ouvir meus próprios gritos de socorro e me deixar morrer. Sim, quero cometer um suicídio simbólico que não sou que me mata, mas Caim em mim que mate em mim meu mais supremo sacrifício. Que Lacan tenha razão em mim ao dizer que só o amor pode fazer com o que o gozo ceda ao desejo.
Eu preciso saber o quantum de angustia posso resistir. Então, que se faça calar todos, todos os tambores de Moloque: que gritem todos.
"Muito pra mim é tão pouco , e pouco eu não quero mais!"
Primeiro quero aceitar tudo em mim, sem tirar nada. Acreditar completamente em minha plena divindade, no deus que ruge em mim. Calei por muito tempo meu silêncio, mas agora, é tempo que se ouça sua voz.
Conta-se na bíbilia a história dos sacrifícios feitos a Moloque. Tocavam-se tambores para abafar os gritos das crianças...
Já toquei muitos tambores. Agora quero ouvir cada uma que morre; quero escutar os gritos daquilo que se sacrifica até que só se escute o silencio rouco da última criança, e que ela seja eu. Quero ouvir meus próprios gritos de socorro e me deixar morrer. Sim, quero cometer um suicídio simbólico que não sou que me mata, mas Caim em mim que mate em mim meu mais supremo sacrifício. Que Lacan tenha razão em mim ao dizer que só o amor pode fazer com o que o gozo ceda ao desejo.
Eu preciso saber o quantum de angustia posso resistir. Então, que se faça calar todos, todos os tambores de Moloque: que gritem todos.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Psicanálise e Psicoterapia, mais ainda.

O último post sobre psicoterapia e psicanálise deu o que falar. Alguns leitores acharam que eu fui injusto ao diferenciar a psicanálise das psicoterapias. Segundo eles, não ficou claro a diferença visto que, algumas psicoterapias teriam o mesmo efeito de uma análise.
Resolvi, portanto, esclarecer alguns pontos importantes.
Lacan sempre insistiu que é impossível “terapizar” o psiquismo. Freud também dizia que não vale a pena terapizar o psiquismo e nem ter pressa em curar. Uma análise, ao contrário, muitas vezes produz um desconforto muito grande posto que ela gera um desconforto advindo do próprio ato analítico: ele não responde à demanda que ele mesmo fomenta.
Nas palavras de Marco Antônio Coutinho Jorge, um renomado psicanalista no texto “ A psicoterapia conduz ao pior”: “ Trata-se da ocupação pelo analista de um lugar a partir do qual este demanda de melhora se desdobrará no advento do desejo, e ao invés de pretender restaurar um hipotético bem-estar, como haveria de se esperar de uma terapia, trata-se de descobrir nesse caminho do desejo que o mal-estar é efeito e defeito de estrutura, é irremediável”.
Uma psicanálise propõe ao paciente uma reviravolta nos motivos que lhe levaram ao divã. Alguém procura um psicanalista com uma queixa de algo pelo qual sofre, e o analista recebe essa demanda e todo o seu trabalho é o de re-significar, antes de tudo, tal demanda.
Porque uma análise não se presta a curar alguém- quem pode ser curar de si mesmo. Lacan dizia também que sofremos de uma doença terrível, e é a pior doença, pois é através dela que nos reproduzimos: o sexual. O sujeito para a psicanálise é inexoravelmente trespassada por um conflito psíquico cuja origem é de sermos seres para a fala, como diria Lacan, um “ falaSSER”. O mal –estar da diferença sexual e dos mistérios de nossas origens estão sempre lá há nos mover e, sempre, a nos fazer sofrer. Quando Forbes fala que uma análise gera responsabilização pelo sofrimento, ele não está trabalhando com o mesmo conceito de responsabilidade e liberdade com os quais trabalham as psicoterapias. A responsabilidade em psicanálise está ligada ao desejo, acima de tudo. E desejo , em psicanálise, implica em falta. Implica em nos depararmos com a aridez do tecido humano em todo o laço social e assumirmos o risco de desejar algo que não temos, e que o outro, também não tem.
O objetivo de uma psicanálise não é a cura, mas uma completa subversão do sujeito , que, como sobeja, pode produzir um efeito de cura ou de alívio no sofrimento. Mas, o efeito que se espera de uma análise não é o bem –estar, ou um pretenso saber viver, ou uma harmonia com o outro e com o ambiente. O efeito de uma análise sempre é um sujeito. E ser sujeito não é nem bom, nem ruim. Não é doentio , e não é saudável em si mesmo. Como eu disse no outro texto, fazer uma análise é sair do Éden com suas próprias pernas. É lavrar a terra; plantar sua árvore da vida e saber, no fundo de sua alma, que esta árvore é meramente decorativa; à título de esperança, mas que nunca poderá dela comer. A psicanálise nos ensinou, desde muito cedo, que a felicidade é uma quimera humana. Eu ouvi recentemente alguém dizer: a análise quer fazer de um sofrimento especial um sofrimento comum.
O tema é rico e bom pra discussões. Convido meus colegas psicoterapeutas e psicanalistas a trazerem suas contribuições. Comentem, esta é a vida de um blog. Deixo uma pergunta: o que quer uma psicoterapia?
domingo, 3 de maio de 2009
Revendo o ano novo...
Mais uma vez preciso rever minhas metas de ano novo. Já estamos em maio. Continuo perdendo mais do que ganhando. Mas , é a vida ne? A gente perde mais que ganha.
1.Ser menos retórico e mais prático.
Não evolui muita coisa. Continuo ótimo na palavra, mas minha prática demonstra que eu continuo muito retórico. A palavras sempre tiveram um peso tão forte para mim; parece que sempre as tive tão perto para viver um mundo que eu não tinha, uma companhia tão presente minha imaginação. Correndo ao redor da casa. Era tão bom. Era meu próprio mundo com meus próprios amigos. Pensando bem, sempre me achei não apropriado em tantas ocasiões. Porque sempre me senti diferente e estranho. Seria isso? O poder que a palavra tinha sobre mim? Será que algum dia poderei ser mais prático do que retórico? De repente, faz parte de mim ser assim tão imaginativo e ter uma vida mais ilusória ( e por que não virtual?) do que concreta. Pode ser que eu não tenha espaço para o concreto no meu coração. É tão pesado...
2.Deixar a vida me levar, só ela tem razão, todas as vezes.
Sim. Mas , estou tentando brigar com a vida. Eu também quero ter razão.
3.Cultivar-me.
Não. Não estou me cultivando. Continuo querendo me cultivar no espelho alheio. Ainda não tive a coragem de acreditar em mim mesmo. Quando terei? Que força preciso ter para acredita em mim ? Que eu existo? Que mereço meu próprio voto de confiança? Que mereço o amor? Quando acreditarei nisso? Confesso. Não estou me cultivando. Ao contrário tenho atentado contra minha própria vida dia após dia quando não creio que existo; quando faço pouco caso de mim mesmo.
4.Cultivar objetos e me apegar a eles: um objeto pode também ter alma. Tudo que tem alma é porque pegou emprestado de alguém.
Levo nota zero novamente neste ponto. Não estou cultivando as coisas direito.
5.Cuidar do meu corpo.
Check!!! Isso estou fazendo. Estou na academia sempre que posso e gasto dinheiro com meus suplementos. Pelo menos isso. Ainda não sou uma completa derrota.
6.Passar mais tempos com meus animais: um poodle e um labrador.
Nota zero nisso aqui. Acho que ainda estou focando demais nos seres humanos. Será que tem razão quem disse que o cachorro é o melhor amigo do homem? Preciso pensar nisso. Eu pressinto que há nisto um fundo de uma grande verdade.
7.Acreditar em mim mesmo.
Ainda preciso comentar este ponto?
8.Não ter medo dos clichês, muitos deles são simplesmente verdades em desuso.
Eu sou a própria verdade em desuso.
9.Amor, só amor de reconhecimento. Ser reconhecido.
Falhei neste ponto recentemente.Alias, eu sempre falho neste ponto. Farei 30 anos em poucos dias. Será que aprenderei?
1.Ser menos retórico e mais prático.
Não evolui muita coisa. Continuo ótimo na palavra, mas minha prática demonstra que eu continuo muito retórico. A palavras sempre tiveram um peso tão forte para mim; parece que sempre as tive tão perto para viver um mundo que eu não tinha, uma companhia tão presente minha imaginação. Correndo ao redor da casa. Era tão bom. Era meu próprio mundo com meus próprios amigos. Pensando bem, sempre me achei não apropriado em tantas ocasiões. Porque sempre me senti diferente e estranho. Seria isso? O poder que a palavra tinha sobre mim? Será que algum dia poderei ser mais prático do que retórico? De repente, faz parte de mim ser assim tão imaginativo e ter uma vida mais ilusória ( e por que não virtual?) do que concreta. Pode ser que eu não tenha espaço para o concreto no meu coração. É tão pesado...
2.Deixar a vida me levar, só ela tem razão, todas as vezes.
Sim. Mas , estou tentando brigar com a vida. Eu também quero ter razão.
3.Cultivar-me.
Não. Não estou me cultivando. Continuo querendo me cultivar no espelho alheio. Ainda não tive a coragem de acreditar em mim mesmo. Quando terei? Que força preciso ter para acredita em mim ? Que eu existo? Que mereço meu próprio voto de confiança? Que mereço o amor? Quando acreditarei nisso? Confesso. Não estou me cultivando. Ao contrário tenho atentado contra minha própria vida dia após dia quando não creio que existo; quando faço pouco caso de mim mesmo.
4.Cultivar objetos e me apegar a eles: um objeto pode também ter alma. Tudo que tem alma é porque pegou emprestado de alguém.
Levo nota zero novamente neste ponto. Não estou cultivando as coisas direito.
5.Cuidar do meu corpo.
Check!!! Isso estou fazendo. Estou na academia sempre que posso e gasto dinheiro com meus suplementos. Pelo menos isso. Ainda não sou uma completa derrota.
6.Passar mais tempos com meus animais: um poodle e um labrador.
Nota zero nisso aqui. Acho que ainda estou focando demais nos seres humanos. Será que tem razão quem disse que o cachorro é o melhor amigo do homem? Preciso pensar nisso. Eu pressinto que há nisto um fundo de uma grande verdade.
7.Acreditar em mim mesmo.
Ainda preciso comentar este ponto?
8.Não ter medo dos clichês, muitos deles são simplesmente verdades em desuso.
Eu sou a própria verdade em desuso.
9.Amor, só amor de reconhecimento. Ser reconhecido.
Falhei neste ponto recentemente.Alias, eu sempre falho neste ponto. Farei 30 anos em poucos dias. Será que aprenderei?
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