quinta-feira, 9 de julho de 2009

MJ

Ainda não me recuperei da morte ed MJ. Fujo ao sentimentalismo barato de dizer que ele simplesmente me faz falta, com certeza ele faz mais falta a quem o conhecia de perto e não o mito.
O mito me faz falta. Michael, o mito, sustentava tantas fantasias. O que ele sustentava não sei dizer em cada um. Mas, de certo, esse era seu poder. O de fazer um semblante tal que podia sustentar qualquer fantasia; qualquer mundo, qualquer felicidade insuspeita encontrava, em seu pálido rosto, o semblante de um objeto poderoso e eleito para nos alegrar.

A Graça de Michael eu penso ser isso: sua personalidade, às vezes frágil, temerária; em outros momentos a virilidade velada pela criança\Mito atiçava qualquer um. A sua potência marcada sempre por uma súbita " brochação". MJ era o humano potente naquilo que ele pode: pode porque não pode.Pode porque é fraco e sofrido e marcado por uma falta tal que, quando deseja, supera-se numa arte que cativa a todos.
Seu " moonwalk" era paradigma dessa força nua: a criança\mito que desliza sobre sua negritude\pobreza\preconceito\pai mito\américa the beautiful.

Uma pena ele ter ido logo, mas não há dúvidas que seu semblante, aquilo que ele causa e representa ficou mais forte do que nunca, pois é assim com os mitos: quando morrem ficam muito mais fortes, e mostram que sua força nunca foram eles mesmos , mas o desejo que causam. MJ lives in us.

Um comentário:

  1. é uma pena realmente. Cheguei em casa agora e tava pensando exatamente nele quando vim ler teu post.
    é uma pena...perdemos o Michael.

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