sábado, 29 de agosto de 2009

O Caminho para Meca

Ainda Estou comovido com a peça que assisti ontem e que retornarei hoje para me deliciar, mais ainda.
"O Caminho para Meca", com Cleyde Yáconis, são duas horas de puro deleite. Cleyde faz Helen, uma africander outsider. Helen realmente existiu. Ela foi uma professora na África do Sul que, depois de perder o marido a quem nunca amou, resolveu expressar sua existência através da escultura. A peça marca bem a presença do estranho numa sociedade medíocre e intolerante. Helen representa tudo aquilo que é torto, cada existência diferente,trôpega, mas que ilumina quando decide ser autêntica e viva!

Eu mesmo me senti projetado na personagem..A força para ser diferente e autêntico numa sociedade que ama o igual, o mesmo, o duplo e o marasmo produzido por nosso sistema sócio-econômico. É como Freud disse..." Há coisas que precisamos alcançar mancando...E as escrituras dizem que mancar não é pecado.."!

A peça está em cartaz até hoje no Arthur Azevedo. Recomendo 10 vezes!!

Video sobre a peça:

http://mais.uol.com.br/view/1xu2xa5tnz3h/metropolis--critico-comenta-peca-o-caminho-para-meca-040268C08163E6O

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Papo de Fé


Caros irmãos do Seminário Fé e Graça!!





Espero que todos estejam tendo uma semana de fé e confiança no governo e cuidado de Deus. Realmente ele cuida de nós; nem sempre como esperamos sermos cuidados. Porque Deus é amor, mas seu amor porque nós não é como o nosso amor. Amamos nossos filhos e para provarmos esse amor fazemos de tudo para evitar que eles sofram, assim nem sempre estamos educando de fato. Deus é amor, mas ele não pode nos poupar do sofrimento necessário que nos conduz a ele.



Gente de paz! Tive uma ótima idéia esses dias. No próximo dia 5 de setembro teremos nosso primeiro Seminário extraordinário: Papo de Fé.



O Papo de fé é um dia quando reunirei sempre pessoas de fé que conheço para teremos um papo cheio de graça junto comigo. No dia 5 de setembro ( um sábado) , às 17:00, teremos a presença de nada mais , nada menos, que Tomaz Pinheiro e Nehemias Bandeira. Ambos dispensam apresentação. Tomas Pinheiro é o jovem senhor que ministra junto à igreja Casa do Senhor. Um homem cheio de Graça e Verdade que tem pregado a Palavra ( Jesus ) há muitos anos. Em breve Tomaz irá lançar um novo livro e quem sabe ele não nos dê uma prévia do que vem por aí.

Nehemias Bandeira também já ministra a Palavra já há muito tempo em nosso meio. É um palestrante prolífico e sensato. Nehemias também é escritor e em breve estará lançando seu novo livro. Esperamos que ele nos congratule com algumas pitadas de Graça!

Neste dia tomaremos um cafezinho juntos e iremos discutir o tema: Abraão o pai da Fé. Tema que segue na continuação do que já iniciamos na última sexta-feira.

Então, depois de tanta coisa vamos resumir:



DIA 5 SE SETEMBRO, PAPO DE FÉ COM TOMAZ PINHEIRO E NEHEMIAS BANDEIRA, E CLARO, COM RAFAEL PINHEIRO!!

LOCAL: DESSA VEZ IREMOS PARA O AUDITÓRIO MENOR DA IGREJA ( INFAL) PORQUE ESTAMOS ESPERANDO MAIS PESSOAS.



Assim, traga seus convidados. Lembre-se que o seminário fé e graça é livre e para todos, de todas as religiões, raça, credo, orientação sexual, planeta, sexo e etc...Porque a Graça é de todos e para todos!!

Por causa disso, na sexta-feira dia 04 de setembro não teremos nossa usual reunião. O encontro será somente no dia 5 de setembro, sábado , às 17 horas..Numa bucólica tarde entraremos na presença da Graça de Deus.

Conto com a presença de todos.



E ai , gostaram do livro ?

Abraços crédulos,



Rafael.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Insistindo com o sujeito


Hoje um amigo trouxe uma questão à baila para mim:

Rafael você acha que há futuro para a psicologia clínica hoje em dia, já que o sujeito pós-moderno encontra várias outras formas de resolver suas questões e não quer mais procura um psicólogo?


Primeiramente, o sujeito chamado “ pós moderno” nem é tão pós assim. Não estou certo de que os sofrimentos de hoje sejam realmente diferentes de outrora. O homem continua sofrendo das mesmas dores: sofre por amor, sofre por falta de amor, sofre por suas perdas, sofre porque a natureza sempre se impõe, seja por sua força descomunal quando resolve nos aniquilar como um terremoto ou com uma nova pestilência ou pela força dos genes contra a qual não há salvação. O homem sofre porque continua a desejar e o mundo continuamente lhe priva a satisfação completa de seus desejos. É como Freud postulou no Mal-estar na Cultura, sofremos porque somos uma espécie frágil e desamparada em um mundo que nos é hostil. O que mudou então?

Mudou sim as formas que o homem encontrar para aplacar o seu sofrimento. Enquanto o homem moderno ( século XVIII. XIX) era o homem angustiado; o homem das letras, dos estudos, das indagações, aquele que se questionava sobre o sentido da vida e buscava nos idéias humanistas tal solução, o homem pós-moderno não encontra mais em sua cultura ferramentas que lhe coloquem em causa. O que ele encontra são tapumes prontos para lhe fechar as questões: psicotrópicos, muito entretenimento e pouca cultura. Basicamente é isso. Entretenimento é diferente de cultura. A cultura nos põe em causa: um livro, uma peça de teatro, a música, as artes plásticas...Tudo isso nos causa desejo; coloca em questão o que nos falta e produz a boa angustia, como o bom colesterol. Já o entretenimento meramente produz fixidez na promessa de que aquele momento de alegria, de gozo e felicidade pode durar para sempre. São os vídeos games, a internet, os bate papos ( que carregam na virtualidade a promessa e intimidade), o sexo fácil e fugaz ( até porque mesmo o sexo fácil nunca é fácil, já que nos sexo nada é fácil!), a proliferação das religiões ( especialmente evangélicas e exotéricas ) que prometem resolver todos os problemas. Ou seja, o mundo de hoje assumiu para si o slogan da IURD : PARE DE SOFRER!


A pergunta do meu caro colega se traduz para mim da seguinte forma:
Como podemos sustentar ainda o sujeito? Ou melhor: como podemos sustentar aquilo que é humano em nós? Como salvar a humanidade de si mesma?

Se há algum poder nas mãos de um analista ( e pouco há, mas há um pouco e pouco em psicanálise já é muito) é o poder de dizer: não pare de sofrer!,Ainda. Parar de sofrer antes do tempo é o que pode haver de mais sabotador na vida de alguém. O sofrimento tem a função de nos colocar em xeque: ele abala nossas certezas. E um homem é feito de certezas , não é? Nossa identidade é nossa certeza, e é exatamente nossa certeza de que quem nós somos que nos faz sofrer. Estamos certos de quem somos e portanto rígidos frente a vida, e a vida nunca respeita nossas certezas.

Assim, eu acho que a clínica continua viva e operante, contanto que o analista continue a se oferecer como aquele que se coloca na contra-mão do discurso do entretenimento. Aquele que vem até um analista deve perceber que naquele lugar é permitido sofrer, e além disso, que lá seu sofrimento pode tomar uma nova forma; que lá seu sofrimento pode produzir uma novidade: pode produzir um ser humano...em tudo aquilo que essa palavra quer realmente dizer...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Piada

MOMENTO DE HUMOR!! Bomba! Não sou humorista, mas hoje, eis que a primeira notícia do dia é a seguinte:

"Peço aos meus colegas que pelo menos pensem sobre suas responsabilidades", reclamou Sarney em discurso repleto de recados a alguns senadores da oposição. Ao atacar o periódico, o presidente da instituição disse que o Estadão transformou-se "em tabloide londrino que busca escândalo para vender".

"É uma prática nazista", disse. "Felizmente no Brasil não temos câmaras de gás." ( JOSÉ SARNEY).

Gozado não? Abrilhantou meu dia. Ainda bem ne Sarney? Porque se tivessemos câmara de gás você seria o primeiro candidato, Não??
A declaração de nosso amado caudilho só mostra o quanto ele é a encarnação da arrogância, do sofisma e da mentira. No mínimo o senador Sarney cometeu um ato de profundo desrespeito ao processo democrático quando compara a imprensa a um movimento tão nefasto quanto o nazismo. Ou ele não sabe o que foi o nazismo ou não sabe o que é a imprensa. Ou sabe muito bem...E até demais!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tem dias assim quando a gente sofre o ataque cíclico da vida. Quando ela nos lembra, sem motivo algum a inexorável realidade de uma solidão. Se paga um alto preço por ser quem se é. Há aquelas que não sentem nada disso, e que a vida pra eles é sempre uma festa.
Bem, para mim , ás vezes, a vida é um fato. E um fato comprovadamente, em certos dias, chato e pesado.
Não, não estou deprimido. Por favor não me venham com esses rótulos pós-modernos. Só senti o peso dos tempos em que vivemos. Um sopro de lucidez. mas já passou.

domingo, 9 de agosto de 2009

Quem vê a mim , vê o pai.


Dessa vez resolvi pensar o dia dos pais de uma forma diferente. Comecei a pensar como Jesus se relacionava com seu próprio Pai. Sim, porque há um grande mistério na vida: que até Deus tem um pai! Freud dizia que criamos a idéia de Deus para compensar nosso desamparo como seres humanos, assim forjamos um pai todo poderoso que não nos deixa faltar nada. Bem, o velho Freud não acertou em tudo. Deus sempre foi pai, e foi de seu amor pelo Filho que tudo o que existe se fez. Como diz em Efésios , ele nos fez para louvor e glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado. O maior mistério que há é esse: que sempre houve um Pai e que o Pai amou o Filho de tal maneira que deu seu Filho para criar e redimir todo o mundo; e o Filho amou o Pai porque ninguém conhece o Pai senão o Filho e eles se amam profundamente.

Bem, foi desta maneira que resolvi pensar no meu próprio pai. Não quis pensar esta data com o melodrama característico desta data; até porque nunca vi Jesus fazendo declarações melodramáticas ( que normalmente são vazias e meramente sentimentais) ao seu Pai. Mas, pensei na intimidade que verdadeira que havia entre Jesus e o Pai, ao ponto que um queria honrar o outro naquela relação de amor, honra e respeito. Não há dúvidas: um filho reflete o pai e um pai reflete o filho. Foi assim desde o princípio e assim sempre será. Não uma imagem rígida e patologicamente refletida, ou uma dependência emocional cheia de dívidas e rancores refletidos numa vida que não pode superar sua geração anterior. Nada disso. Quando eu era adolescente queria ser diferente do meu pai. Não tolerava a idéia de que eu pudesse um dia ser parecido com ele. Mas, enfim, amadureci um pouco.

Hoje, vejo em mim , a cada dia que passa, que a relação pai e filho é mais forte do que eu mesmo. Ao ponto de que honro meu próprio pai quando vejo em mim suas obras. Honro meu pai quando digo que de mim nada faço, mas faço o que vejo meu pai fazer. E mais ainda, terei mais honra quando puder de fato afirmar: quem vê a mim , vê o pai.

Honra maior não há de poder , desta forma, perpetuar a memória do meu pai quando ele já não estiver mais na terra.
Feliz dia dos pais , papai!!!
Rafael.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

às margens do rio sangrei...

Sentei junto ao rio e deixei que as águas lavassem meus pés sangrentos. A areia mansa acalmava meus cabelos e o rigor dos ventos me passou sabedoria. Não queria mais a vida de guerreiro, a espada lasciva deixada ao lado indicava minha última derrota. Foram tantos fracassos ao longo do rio, prazeres mal acabados e goladas sinceras, porém cheias de ilusão. Bebi do cálice do amargo desespero do gozo roubado e cai num poço profundo onde meu coração se perdeu . E o amor que antes guiava minhas batalhas embriagou-se do veneno da demanda e caiu manco sem forças. Assim, eu sucumbi a mim mesmo e cai ferido de morte.

Mas, é que a Providência tem seus caminhos de resgatar seus heróis. E como quem acorda de um torpor e não sabe onde está, assim acordei com meu coração nas mãos. Batia forte sangrando aos cântaros...Bebi de meu sangue. Senti que jamais poderia voltar ao front de batalha, não por aquela batalha. Não podia mais lutar pelos prazeres da espada; do corte afiado , do gotejar de sangue, das almas sonâmbulas à procura de outra. Não podia mais sacrificar aos vampiros. E meu corpo cedeu de mim. Desistiu de mim. Da busca implacável por goladas cada vez maiores daquele frenesi estático da batalha. Recuperei meu semblante, larguei o escudo, tirei a roupa, lancei-me no rio.

Ganhei meu coração de volta e com ele o amor. Nos braços de um mortal encontrei um abraço quente; seu toque devolveu-me a lucidez e quis sentar junto ao rio. Enquanto ele me tocava seu calor aquecia novas ilusões, mas outras, sem vampiros e lutas sangrentas. Ele me enchia de ilusões calorosas. Minha vida ao longo do rio tornou-se de uma nova fantasia, na qual eu era um andarilho sem cinismo, sem ranço, sem mágoas. Aberto, de peito aberto; na verdade, como peito rasgado da última batalha e o coração exposto. Livre e ansioso para um encontro qualquer inesperado. Pronto para os riscos que existem quando queremos conhecer alguém de verdade. Conhecer simplesmente porque uma pele almeja por outra pele. Eu disse almeja, não demanda.
Um abraço,

Joseph Staples.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Seminário Fé e Graça

O Seminário Fé e Graça acontecerá no próximo dia 21 de agosto. Quem tiver a fim e for de Deus vamo lá!