quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Digno.

Este ano sem resoluções; sem enganos, sem promessas. Só no puro fato e acontecimento.
Em tempo, menos culpas, menos razão, menos coração. Mais vida, mais vida, mais vida muito além. No além dos além- lá no alto do além de todo bem e mal.
Arrependimentos?
Definitivamente não. Entrego a vocês meu contraditório: outro dia afirmei que me arrependia de muitas coisas e ainda me orgulhava disso. Pois é. Mudei de idéia. Eu não me arrependo. Não imagino um cão ou um gato se arrependerem de alguma coisa;. vivem demais no presente para isso. Só vivem no presente, para ser mais preciso. É a temporalidade que acaba com a gente: passado e futuro. Escapar dela é destruir a matemática e a gramática. É sambar na corda do abismo sem temer a queda pois já estamos caindo mesmo...

A lucidez do nascer do dia me diz: menos dignidade Rafael.  E quando minha busca por ela terminar, finalmente deixarei de perdê-la tentando tão desesperadamente  achá-la. Serei, enfim, digno. Quem terminar de ler esta prece louve meu nome ao recitar:



digno és.


porque estar à altura é insuportável.









4 comentários:

  1. Li e louvo: Digno és.
    Digno és de seu nome Rafael,
    Anjo, querubim,
    Alma que veio até mim.
    Do orgulho à dignidade,
    Caem identificações sem fim.
    Fim de ano bom e muita felicidade natalina.
    Bjs, Juçara

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  2. Lindo demais!
    Bom mesmo é mudar de idéia.

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