
Ainda estou escutando Chico. Eu deveria estar estudando, mas não pude. A cada dia que passa mais eu sinto que devo fazer o que eu posso, e no momento não posso estudar. Chico me arrebata e inflama meu coração. Isso é bom- saber que meu coração está inflamado. Está vermelho por coisas que eu não posso ainda ver- é uma vermelhidão que arde aumentando toda a percepção das coisas ao meu redor....
“ ..talvez a espera da garota que naquele tempo andava longe...muito longe de existir”.
( Chico)
Sim, como um tecido inflamado ao vento faço poesia roubada de contos contados por ventos fugidos. Os pensamentos se desvanecem, e muitos deles não são meus. Devo a Chico a sensação de inflamação. Algo inflamado é algo que cresce, e crescendo pode até matar. Mas eu não temo morte morrida; nem morte morrida de desespero. É bom saber-se desesperado; é melhor que não saber. É melhor que pensar que se é alegre quando a alegria é um disfarce de uma tolice essencial. Eu já disse que gosto de ser sonso: o sonso essencial. Mas entre ser sonso e disfarçar minha tolice com alegria, prefiro ser sonso. Ser banal.
Obviamente, sei que não sou banal, mas as tentativas de sê-lo são diárias. Algo me diz que se eu fosse banal eu seria mais feliz...
“ no teu riso teu silêncio...serão meus ainda e sempre...dura a vida alguns instantes...”
( Chico)
Chico diria que “ cada instante é sempre”....No instante que vivo agora preciso viver a inflamação; não só do coração, mas da alma inteira. Viver a inflamação é uma coragem que só os tolos- os tolos tristes, possuem. Tenho coragem...
Profundas e essenciais tuas palavras caro amigo...
ResponderExcluirabraços
"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar" Nietzsche
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