
Chega uma hora que cansa. Solenemente decido que não preciso mais deixar ninguém à par das minhas dores. Minha existência é tão minha, e à parte de tudo, é inútil compartilhar. Além de tudo isso, mesmo sendo duro admitir, ninguém tem obrigações com minhas dores; nem entendem. Quando dizem que entendem, não passa de pérfido fingimento. Como as pessoas fingem mal. São péssimos personagens. Já eu, finjo muito bem, e , a partir desta data, mais ainda fingirei. É só fingindo que se pode passar pela vida. Fingindo ser feliz, fingindo ser melhor do que se é....fingir para não ter que explicar. Para não ter que explicar aquilo que é impossível de ser explicável. É que no mundo de hoje, é preciso explicar solidão, porque ninguém mais estende a mão. no mundo de hoje, é preciso explicar que se quer amor, porque há poucas pessoas disponíveis para amar.
Não há o que falar, nem o que dizer. Tudo que é dito carrega consigo o perigo de não ser compreendido, ou de ser. O que seria pior?
Estendo-te minha mão,aceitas?...São um pouco sofridas...Mas limpas e puras pra vc .Caminhas comigo?Tenho lugares simples a te ofertar...estou a esperar.
ResponderExcluirmãos anônimas? recuso. assine sua mão.
ResponderExcluirRapaz, sabe esse lance de fingir?
ResponderExcluiré bom!
mas é bom sempre fingir coisa boa, pq no fim vc acaba virando aquilo que fingia...
essa pintura é do dali?
abção
sim..dali. abraçção
ResponderExcluir"O poeta é um fingidor..."
ResponderExcluirComo assim?! Não recuse...
ResponderExcluirNão rejeites uma mão amiga!
No tempo certo saberás.tudo tem seu tempo...saiba esperar.espere!
Perdão!..
Brilhante texto...
ResponderExcluirBeijos