segunda-feira, 11 de junho de 2007

Tão minha...só minha.


Chega uma hora que cansa. Solenemente decido que não preciso mais deixar ninguém à par das minhas dores. Minha existência é tão minha, e à parte de tudo, é inútil compartilhar. Além de tudo isso, mesmo sendo duro admitir, ninguém tem obrigações com minhas dores; nem entendem. Quando dizem que entendem, não passa de pérfido fingimento. Como as pessoas fingem mal. São péssimos personagens. Já eu, finjo muito bem, e , a partir desta data, mais ainda fingirei. É só fingindo que se pode passar pela vida. Fingindo ser feliz, fingindo ser melhor do que se é....fingir para não ter que explicar. Para não ter que explicar aquilo que é impossível de ser explicável. É que no mundo de hoje, é preciso explicar solidão, porque ninguém mais estende a mão. no mundo de hoje, é preciso explicar que se quer amor, porque há poucas pessoas disponíveis para amar.

Não há o que falar, nem o que dizer. Tudo que é dito carrega consigo o perigo de não ser compreendido, ou de ser. O que seria pior?

7 comentários:

  1. Estendo-te minha mão,aceitas?...São um pouco sofridas...Mas limpas e puras pra vc .Caminhas comigo?Tenho lugares simples a te ofertar...estou a esperar.

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  2. mãos anônimas? recuso. assine sua mão.

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  3. Rapaz, sabe esse lance de fingir?
    é bom!
    mas é bom sempre fingir coisa boa, pq no fim vc acaba virando aquilo que fingia...
    essa pintura é do dali?
    abção

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  4. "O poeta é um fingidor..."

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  5. Como assim?! Não recuse...
    Não rejeites uma mão amiga!
    No tempo certo saberás.tudo tem seu tempo...saiba esperar.espere!
    Perdão!..

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