Neste primeiro mês do ano estou vivendo de releituras. Reli Niels Lyhne, obra do grande escrito dinamarquês Jacobsen, e agora estou relendo pela terceira ou quarta vez Uma aprendizagem, de Clarice. Sinto que coisas que antes eu só vislumbrava como a sombras tornam-se mais concretas. A dor principalmente e sua função existencial como algo do qual não podemos e nem devemos escapar. Não há nada que possa substituir a dor no Ser; ser é uma dor exponencial, e normalmente sempre aumenta. Não se pode cortar a dor, porque não há nada no mundo que possa entrar em seu lugar- os vícios entram aqui. Um vício só imita um tapume de uma dor, não veda. E vício é tudo: das drogas ao amor, ódio, vingança, carência. Tudo é um vício quando não é dor. Sentir a dor e tudo que ela diz e o que não diz, não há outro caminho para Ser. Deixo-vos hoje com um poema que uma amiga me mandou, Sandra Helena:
"... ser forte é estar seguro
de mãos cicatrizadas
e querer renovado...
é trancar as portas dos
fundos e pôr-se à janela...
alojar a dor n'algum canto
d'alma e aceitá-la sem
maior desacordo...
aprender a tê-la...
sem imaginá-la..."
Antes de um acordo ideal entre o dito e o dizer, queremos dar lugar à suprema diferença entre o dito e o dizer de quem fala, e que leve em conta também a possibilidade de modificarmos nossa posição subjetiva em relação ao dito.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Colhidos por Deus
Alguém, por favor, pare a Igreja Renascer em Cristo. Eu espero que nenhum crente resolva dizer que a mídia ou o ministério público perseguem esta famigerada instituição. A dita igreja nunca foi “ perseguida” por pregar a Cristo; ao contrário, ela é atacada constantemente porque é conduzida por dois vilões e pelos outros bispotes, tão criminosos quanto. Se alguém merecia ter estado dentro deste prédio é o Estevão Hernandes; este homem repugnante. Dentre tantas palavras sensatas e protocolares que ele poderia ter dito sobre o acidente, ele escolheu dizer o que para mim seria o impensável: “ as pessoas que morreram foram colhidas por Deus”; “ não sabemos o motivo do ocorrido, mas deve haver um propósito para esse sofrimento”.
Novamente o nome de Deus é vilipendiado na bocas dos ditos crentes em seu Nome. Confesso que, neste momento, sinto um desprezo absoluto por tudo que diz respeito a esta igreja nojenta. Não me refiro aos pobres fiéis, dentre eles, 9 pessoas que estão mortas, “ colhidas” por Deus. Meu nojo se dirige aos líderes, pastores, bispos e outros vilões que enganam a população vendendo este ópio desprezível que é a religião. Deus não é um sádico que sai por aí simplesmente colhendo pessoas. É por causa de declarações infelizes assim que o nome de Deus é dito em vão. Deus não colheu ninguém; de certo, Ele recebeu estas nove pessoas com alegria e compaixão, mas não foi Ele quem causou este terrível sofrimento às famílias das vítimas. Estevão diz não saber o motivo do ocorrido. Mas, eu sei, e vou dizer.
Motivo: as pessoas morreram porque o teto caiu, simples assim. Deus não tem culpa, Deus não colheu ninguém. Agora, resta ao ministério público desvendar o mistério de como a Igreja ( acostumada a desonestidades) conseguiu um novo alvará de funcionamento já que o teto caiu. Um engenheiro deu o laudo de que o teto estava bem. Então, alguém está mentiu ou burlando a lei: o engenheiro, a igreja, ou ambos. Tetos não foram feitos para cair. Um cálculo fácil de engenharia resolve isso. Tetos são feitos para durar e durar muito tempo se forem bem feitos e mantidos com os cuidados devidos. A culpa dessa tragédia é humana e não divina.
Minhas profundas orações estão com as famílias das vítimas e dos feridos por esta vil tragédia. Que Deus seja verdadeiro e todo homem mentiroso. Não há propósito divino nas tragédias. Se há algum propósito póstumo para o ocorrido, que seja a justiça e devida punição aos culpados. Estevão e a mulher estão sob liberdade vigiada, vivendo confortavelmente em sua mansão nos EUA. Mas, não adianta ganhar o mundo inteiro e perder sua própria alma. Como eles dois conseguem dormir eu não sei. Só dorme com tamanha culpa quem já perdeu a própria alma. Que Deus tenha misericórdia.
Novamente o nome de Deus é vilipendiado na bocas dos ditos crentes em seu Nome. Confesso que, neste momento, sinto um desprezo absoluto por tudo que diz respeito a esta igreja nojenta. Não me refiro aos pobres fiéis, dentre eles, 9 pessoas que estão mortas, “ colhidas” por Deus. Meu nojo se dirige aos líderes, pastores, bispos e outros vilões que enganam a população vendendo este ópio desprezível que é a religião. Deus não é um sádico que sai por aí simplesmente colhendo pessoas. É por causa de declarações infelizes assim que o nome de Deus é dito em vão. Deus não colheu ninguém; de certo, Ele recebeu estas nove pessoas com alegria e compaixão, mas não foi Ele quem causou este terrível sofrimento às famílias das vítimas. Estevão diz não saber o motivo do ocorrido. Mas, eu sei, e vou dizer.
Motivo: as pessoas morreram porque o teto caiu, simples assim. Deus não tem culpa, Deus não colheu ninguém. Agora, resta ao ministério público desvendar o mistério de como a Igreja ( acostumada a desonestidades) conseguiu um novo alvará de funcionamento já que o teto caiu. Um engenheiro deu o laudo de que o teto estava bem. Então, alguém está mentiu ou burlando a lei: o engenheiro, a igreja, ou ambos. Tetos não foram feitos para cair. Um cálculo fácil de engenharia resolve isso. Tetos são feitos para durar e durar muito tempo se forem bem feitos e mantidos com os cuidados devidos. A culpa dessa tragédia é humana e não divina.
Minhas profundas orações estão com as famílias das vítimas e dos feridos por esta vil tragédia. Que Deus seja verdadeiro e todo homem mentiroso. Não há propósito divino nas tragédias. Se há algum propósito póstumo para o ocorrido, que seja a justiça e devida punição aos culpados. Estevão e a mulher estão sob liberdade vigiada, vivendo confortavelmente em sua mansão nos EUA. Mas, não adianta ganhar o mundo inteiro e perder sua própria alma. Como eles dois conseguem dormir eu não sei. Só dorme com tamanha culpa quem já perdeu a própria alma. Que Deus tenha misericórdia.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Memear
Pronto. A mais nova brincadeira dos blogueiros, e já que os blogs surgiram como diários pessoais na web vale a pena, vez por outra, entrar na onda.Eis a prática de memear. AQUI vão as regras para memear:
- Colocar o link de quem te indicou pro meme :Pedro
- Escrever estas 5 regras antes do meme pra deixar a brincadeira mais clara;
- Contar os 6 fatos aleatórios sobre você (isso é memear!);
- Indicar 6 blogueiros pra continuar a brincadeira; (Tassia Pinheiro, Equilibrista, Aécio Neto,Felipe Pontes, Eduardo Oliveira)
- Avisar para esses blogueiros que eles foram indicados.
1. Eu gosto de Victor e Leo
2. Passo mais tempo no msn do que lendo ( um grande erro)
3. Eu já fui Gestalt-Terapeuta ( acredite se quiser)
4. Já me mudei 5 vezes, sendo uma delas mudança internacional.
5. Eu sempre quis ter um grande amor ( não nego)
6. no fundo, no fundo, bem no fundo, sou uma boa pessoa.
- Colocar o link de quem te indicou pro meme :Pedro
- Escrever estas 5 regras antes do meme pra deixar a brincadeira mais clara;
- Contar os 6 fatos aleatórios sobre você (isso é memear!);
- Indicar 6 blogueiros pra continuar a brincadeira; (Tassia Pinheiro, Equilibrista, Aécio Neto,Felipe Pontes, Eduardo Oliveira)
- Avisar para esses blogueiros que eles foram indicados.
1. Eu gosto de Victor e Leo
2. Passo mais tempo no msn do que lendo ( um grande erro)
3. Eu já fui Gestalt-Terapeuta ( acredite se quiser)
4. Já me mudei 5 vezes, sendo uma delas mudança internacional.
5. Eu sempre quis ter um grande amor ( não nego)
6. no fundo, no fundo, bem no fundo, sou uma boa pessoa.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Niels Lyhne

Resolvi começar o ano relendo “ Niels Lyhne”. A maioria das pessoas entra em contato com Jacobsen através da obra do poeta Rilke no celebrado “ Cartas a um jovem poeta”. Mas, depois que alguém começa a ler Niles Lyhne um mundo de prosa em poesia aparece, claro e avassalador. Todos os personagens carregam em sim parte dos dilemas existências de uma vida toda. O amor aparece num romantismo seco e trágico. Deus e o destino se confundem com as escolhas que cada personagem precisa fazer.
Quando pensei em qual seria meu primeiro livro do ano não tive dúvida; eu tinha que reler Jacobsen. Há uma profundidade de vida interior que só encontrei neste livro. Clarice também me abastece, mas Jacobsen consegue me abastecer com uma literatura muito mais forte. Parece que as palavras foram escolhidas com tanto esmero que o texto beira o perfeito. Os sentimentos e paisagens são muito “ bem-ditas” e o mundo interior de cada personagem foge completamente ao lugar comum ressoando constantemente na alma de qualquer um—basta ter vida interior.
Já aqueles que não possuem vida interior ( que é aquela capacidade de saber-se consciente de sua própria consciência e sentir o que disso advêm) eu recomendo uma leitura mais “ divertida” ou simplesmente que liguem a TV no Faustão: vai dar na mesma. Quem não suporta a programação dominical sugiro então: compre um Niels Lyhne hoje e comece a leitura. Um orgasmo infinito lhe espera.
Boa leitura.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
FORMATURA

Formei-me. Com poma, circunstância e todos os clichês que se tem direito. Entre discursos povoados de citações as mais esdrúxulas no mercado estava eu, sentado, impávido e serene a ver meus dias de estudante se esvaírem. Sentei-me digno como estátua a imovelmente observar tudo ao redor: a UNIFOR, testemunha de tantas tentativas minhas de tornar-me cada vez mais eu; mais lúcido, lúbrico; mais verídico, por entre as árvores um ícone com nome de Eu. Vivi intensamente porque não driblei meu próprio desejo de saber sabendo quase tudo que quis. E quis saber muito; com muita pretensão. Persegui perigosamente o conhecimento sobre mim e o que de mim eu podia saber em tudo o mais ao meu redor. Imagina... Não me formei em nada, as coisas foram se formando em mim. E as pessoas ao meu redor, todas se consumiam nos rituais os mais rotineiros: vestidos dos mais longos, cabelos ao vento, vovós, parentes e adereços. Fotos, poses, abraços...abraços...e mais abraços. Dos sorrisos alguns incertos, doces, falsos, burlescos; outros tácitos, taciturnos, diáfanos. Uma turba de semblantes distribuídos pra todos os gostos e tamanhos. Todos rezando à sorte de dias melhores; de realização, do trabalho que, quem sabe, dignifica nossa carne fraca, libidinosa, crespa de sensações. Tudo foi válido. Tudo dando a sensação de que se fez algo com o corpo, deu-se um sentido a todas as vivências turvas de cores. Senti a saudade do primeiro dia que entrei na UNIFOR. É a mesma saudade que sempre senti: acampamentos, férias, casa dos tios, primos, o fim do ano, o natal... Todas as perdas e danos de uma vida toda. Nas fotos estou serelepe; tépido e galhardo de bênçãos. Hoje foi, indeed, um feliz dia. Parabéns a todos os formandos.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
RESOLUTIONS
Resoluções de ano novo.
1.Ser menos retórico e mais prático.
2.Deixar a vida me levar, só ela tem razão, todas as vezes.
3.Cultivar-me.
4.Cultivar objetos e me apegar a eles: um objeto pode também ter alma. Tudo que tem alma é porque pegou emprestado de alguém.
5.Cuidar do meu corpo.
6.Passar mais tempos com meus animais: um poodle e um labrador.
7.Acreditar em mim mesmo.
8.Não ter medo dos clichês, muitos deles são simplesmente verdades em desuso.
9.Amor, só amor de reconhecimento. Ser reconhecido.
1.Ser menos retórico e mais prático.
2.Deixar a vida me levar, só ela tem razão, todas as vezes.
3.Cultivar-me.
4.Cultivar objetos e me apegar a eles: um objeto pode também ter alma. Tudo que tem alma é porque pegou emprestado de alguém.
5.Cuidar do meu corpo.
6.Passar mais tempos com meus animais: um poodle e um labrador.
7.Acreditar em mim mesmo.
8.Não ter medo dos clichês, muitos deles são simplesmente verdades em desuso.
9.Amor, só amor de reconhecimento. Ser reconhecido.
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