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"Muito pra mim é tão pouco , e pouco eu não quero mais!"
Primeiro quero aceitar tudo em mim, sem tirar nada. Acreditar completamente em minha plena divindade, no deus que ruge em mim. Calei por muito tempo meu silêncio, mas agora, é tempo que se ouça sua voz.
Conta-se na bíbilia a história dos sacrifícios feitos a Moloque. Tocavam-se tambores para abafar os gritos das crianças...
Já toquei muitos tambores. Agora quero ouvir cada uma que morre; quero escutar os gritos daquilo que se sacrifica até que só se escute o silencio rouco da última criança, e que ela seja eu. Quero ouvir meus próprios gritos de socorro e me deixar morrer. Sim, quero cometer um suicídio simbólico que não sou que me mata, mas Caim em mim que mate em mim meu mais supremo sacrifício. Que Lacan tenha razão em mim ao dizer que só o amor pode fazer com o que o gozo ceda ao desejo.
Eu preciso saber o quantum de angustia posso resistir. Então, que se faça calar todos, todos os tambores de Moloque: que gritem todos.
Oi Rafael,
ResponderExcluirmuito legal seu post, acho que entendi oo significado, também concordo e fiquei muito curioso em saber mais sobre Lacan.
Att;
Hilton Rafael
Isso é mentira. Os tambores não rufam apenas na ode ao sacrifício. Isso é apego às fantasias pueris, ter que sempre acreditar que o sagrado sempre é dor, expurgação, suplício. Hora de crescer. Existe amor além do desamparo. No mínimo, o cuidado ofertado e nutrido pela vida. Os tempos da ira e do terror já se foram. E a última criança não precisa morrer coisa nenhuma. "ne cède pas sur ton désir" Os antigos já diziam que se você não sabe ainda como enfrentar Medusa, não ouse desafia-la diretamente aos olhos. Sacode a poeira.
ResponderExcluirquerido, dessa vez vc não alcançou. e aqui , paira nossa lacuna paraláctica . mas pode-se esperar certa compreensão quando torcemos a cadeira para uma visão em paralaxe.
ResponderExcluirbeijos.