segunda-feira, 12 de abril de 2010

Minha humanidade.



Ainda não tinha prestado atenção na letra dessa música, mas hoje a frase "  o que eu ganho o que eu perco ningúem precisa saber" me atacou como uma pontuação psicanálitica, além dela " pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então!". A música entra como parte do meu processo de humanização - aceitar que não sou tão diferente ou que pelo menos não preciso lutar tanto para ser diferente, especial, respeitável. Isso inclui o blog também: dar-me a liberdade de, talvez, cair no lugar comum e ordinário. Quis ser especial e no pacote ganhei também a tristeza especial -- uma infelicidade peculiar. Eis o caminho a percorrer: de uma infelicidade neurótica para uma infelicidade comum na qual vivem todos os mortais dos quais sempre fugi e quis me separar.
Este movimento requer de mim quase tudo; aceitar minha humanidade...Expandir no meu olhar um novo pedido. Isso significa se permitir à vida, ao amor...Acima de tudo quer dizer se permitir ser amado.


3 comentários:

  1. Que bom que assumiste isso. Fiquei até com coragem de fazer o mesmo, mas ainda não, pode soar fraco demais.. embora essa fraqueza seja pra lá de forte!

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  2. E não parece que de algum modo as nossas frustrações são inevitáveis, mais hora menos hora?

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