sexta-feira, 4 de junho de 2010

My Life.



Recentemente meu blog assumiu um tom expressamente confessional. Não fiz propositadamente, entretanto também não foi mero acaso. Meu processo de enfrentamento acirrou-se nos últimos meses e o Dito precisou dar-me o amparo que preciso. Às vésperas de mais uma grande mudança em minha vida sinto-me, mais uma vez,como um adolescente precisando reafirmar-se. Só que desta vez me reafirmo sabendo o que estou fazendo. Estou sendo, e sendo de propósito.
Os mais observadores irão notar que minhas postagens estão ficando mais curtas. Quero o poder da síntese – pôr em palavras o máximo do que só se transmite de corpo a corpo; aquilo que só eu sinto e que as muitas letras não conseguem alcançar. Mas na síntese sim! Comprimir sensações e futuros numa escrita rápida, porém, viva e pesada. Minha escrita a metáfora de minha vida. Para terminar uma pitada do velho e bom Freud:

“É que os juízos de valor do homem acompanham diretamente os seus desejos de felicidade, e que, por conseguinte, constituem uma tentativa de apoiar com argumentos as suas ilusões”.               ( O mal-estar na civilização, 1930).

Um comentário:

  1. ..."o desemparo do homem porém permanece..." dear,sua escrita pode ser novelística ou breve ,não importa.a mudança só refletirá nos ditos depois de mil enfrentamentos...pode acreditar.suas palavras tem sido sempre pertinentes e assertivas,isso importa.
    love you,
    Pat.

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