Recentemente meu blog assumiu um tom expressamente confessional. Não fiz propositadamente, entretanto também não foi mero acaso. Meu processo de enfrentamento acirrou-se nos últimos meses e o Dito precisou dar-me o amparo que preciso. Às vésperas de mais uma grande mudança em minha vida sinto-me, mais uma vez,como um adolescente precisando reafirmar-se. Só que desta vez me reafirmo sabendo o que estou fazendo. Estou sendo, e sendo de propósito.
Os mais observadores irão notar que minhas postagens estão ficando mais curtas. Quero o poder da síntese – pôr em palavras o máximo do que só se transmite de corpo a corpo; aquilo que só eu sinto e que as muitas letras não conseguem alcançar. Mas na síntese sim! Comprimir sensações e futuros numa escrita rápida, porém, viva e pesada. Minha escrita a metáfora de minha vida. Para terminar uma pitada do velho e bom Freud:
“É que os juízos de valor do homem acompanham diretamente os seus desejos de felicidade, e que, por conseguinte, constituem uma tentativa de apoiar com argumentos as suas ilusões”. ( O mal-estar na civilização, 1930).

..."o desemparo do homem porém permanece..." dear,sua escrita pode ser novelística ou breve ,não importa.a mudança só refletirá nos ditos depois de mil enfrentamentos...pode acreditar.suas palavras tem sido sempre pertinentes e assertivas,isso importa.
ResponderExcluirlove you,
Pat.