Os momentos de fraqueza eram mais freqüentes. Quando ele sucumbia à fantasia do amor. Da solução mais rápida e curta. Era o momento da tentação no deserto: “ transforme estas pedras em pão”. Ele sabia que era inútil insistir. Uma certeza do tipo- os preços vão aumentar, nós vamos envelhecer e a população é imbecil. Coisas desse tipo. Hoje suas recaídas são mais fugazes e sua recuperação indolor. Uma vitória seca e sem celebração. Um ato de vida, simples vida.
A porta abriu e ela entrou carregando as compras.
- como foi o dia?
- The usual. Nada especial; você sabe: o mesmo do mesmo.
- por aqui também. O calor, o tédio e o prédio. E minha fraqueza à espreitar.
-Eu também sofri ataques. Sabe, ele voltou a me procurar, hoje cedo na padaria. Com aquele olhar de estadista- certo, fino e quase um sábio.
- E eu, como Charlie Brown, uma pedra...Diga-me. O que tem em mim que atrai mulheres como você?
- Um homem. Tem um homem dentro de você. Aquela obsessão pelo sentido; o compromisso com a razão e um amor pela paixão.
- Isso é masculino?
- Não sei . Inventei agora.Vamos dormir.
"Quando ele sucumbia à fantasia do amor. Da solução mais rápida e curta. Era o momento da tentação no deserto: transforme estas pedras em pão. "
ResponderExcluirSucumbir a fantasia do amor é realmente como uma mágica, uma magia, onde tudo é lindo e maravilhoso até que a realidade dos fatos não apareçam e você não precise enchergar o que realmente está na frente dos teus olhos.
SIMPLES ASSIM.
Mas também é possível olhar a realidade que se apresenta na frente dos nosso olhos e continuar a sonhar, mas aí, já é outra história.