quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma aprendizagem.

O ano da integridade prossegue com exatidão. Nos trilhos como se diz.  Antigos vícios abandonados e outros revisitados na justeza do desejo.  A energia é nova e a vida se apresenta com muito menos culpa. Vou provando um jeito novo, mais calmo e mais forte. Em outras palavras aprendo a desfrutar do amor, primeiro abri-se para amar o próximo e depois um romance. Uma Aprendizagem indeed: o que não pode mesmo é amar o amor- quando se ama o amor é que fundamentalmente amamos o que não existe e a quem não tem nada mesmo para dar.  Agora é descobrir só uma coisa: o que eu tenho para dar? Eis aí uma boa questão de pesquisa, neste caso, pesquisa empírica mesmo. Nos corpos e nas palavras-- dos outros e de mim. 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Incubadora.

Os primeiros dias do ano começam muito auspiciosos. O vento frio que invade Fortaleza não conseguiu invadir meu peito.  Tenho escrito pouco; estou em processo de incubação para um Rafael mais sintético, menos glamoroso, mais mundano.  Sempre que volto a este ponto o blog volta a ser mais pessoal- como se no momento mais íntimo eu necessitasse da devassidão de uma exposição pública. Minha necessidade de ter testemunhas para o que eu viria a ser. Desde muito pequeno eu quis testemunhas; nem sempre para exibir uma palavra nova ou para divertir os adultos: eu precisava de testemunhas de uma solidão que, naquele tempo, era ainda tão doce e forte. Hoje já não sei mais de que solidão falo ou se ainda falo de solidão. Talvez, agora, eu fale de outra coisa; uma coisa que eu ainda não sei o nome. Algo que ainda virá, que se apresenta, que é muito prematuro e que, por isso mesmo, está na incubadora. 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Integridade

A capacidade de fazer menos concessões. Fazer concessões é uma habilidade necessária para a convivência com outros humanos, entretanto, fazer concessões por acreditar demais que outros humanos irão compensar nossos princípios- ou para ser mais psicanaliticamente correto, nosso desejo- é bobagem, perda de tempo, burrice. Eu não tinha dado o tema deste ano, mas já o tenho. O ano da integridade ou ano da santidade. Holiness, em inglês vem da origem wholly- inteiro, cheio. Não tenho a pretensão de não precisar de ninguém. Mas, precisando de alguém saberei que o que vem de lá é sempre de graça ou inesperado. É como a graça divina chega quando não esperamos e não sabemos que hora vai chegar. É como a companhia de outro humano.
Espero ter dado o tom certo a este post. De forma algum foi uma reclamação ou desabafo, muito menos resolução. Vos trago uma solução...tão somente. Neste momento dá-se uma enunciação. Profético e auto-engendrado. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Patas pra que te quero?

Quem sabe o perigo de se transcender a própria natureza?  Já fizemos isso quando nos tornarmos o que se classifica hoje, tal vulgarmente, como humano.  É preciso apreender quando a nossa “ humanidade “ começa a nos atrapalhar. Não há nada mais difícil do que encontrar esse insondável equilíbrio entre ultrapassar a natureza e em sucumbir a ela quando impossível ultrapassá-la.  O que foge disso é sofrimento basicamente moral ou religioso. Mas, há também o sofrimento real somente comparável ao momento quando a corça tranquilamente pasta e seu predador a surpreende com garras e dentes. Neste momento ou é fugir ou ser presa.  Ao  ultrapassarmos o perigo da vida selvagem não conseguimos escapar ao perigo da vida; ele está em nós, amalgamado – como uma infiltração primitiva no centro de nossa experiência. Sendo assim, nossas tão louvadas capacidades intelectuais superiores nos causam tantos problemas quanto trazem soluções e é aí que mora o perigo de sermos vítimas passivas da angustia. Ela vem para cobrar aquilo que nunca nos abandonou quando elevamos as nossas patas para os céus. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Desculpem a ausência. Estou ausente de tudo, inclusive de mim mesmo. O perigo ronda e sei disso. O perigo de retroceder um pouco. Luto, então tudo dói.