Os primeiros dias do ano começam muito auspiciosos. O vento frio que invade Fortaleza não conseguiu invadir meu peito. Tenho escrito pouco; estou em processo de incubação para um Rafael mais sintético, menos glamoroso, mais mundano. Sempre que volto a este ponto o blog volta a ser mais pessoal- como se no momento mais íntimo eu necessitasse da devassidão de uma exposição pública. Minha necessidade de ter testemunhas para o que eu viria a ser. Desde muito pequeno eu quis testemunhas; nem sempre para exibir uma palavra nova ou para divertir os adultos: eu precisava de testemunhas de uma solidão que, naquele tempo, era ainda tão doce e forte. Hoje já não sei mais de que solidão falo ou se ainda falo de solidão. Talvez, agora, eu fale de outra coisa; uma coisa que eu ainda não sei o nome. Algo que ainda virá, que se apresenta, que é muito prematuro e que, por isso mesmo, está na incubadora.
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