Mamãe.
Parabéns mamães...
Muitos filhos acham que o amor de um filho por sua mãe é auto-evidente, ou seja, não necessita ser dito ou demonstrado porque toda mãe sabe que o filho ama. Eu não sou mãe, e pelo que sei ser mãe é uma experiência quase incomunicável- é necessário passar pela experiência no corpo e na alma, só assim alguém pode saber o que é ser uma mãe. Nem o pai sabe; só o corpo materno sabe. De todo modo, de uma coisa eu sei- as mães não tem toda essa certeza de serem amadas por seus filhos. O que ocorre é que as mães tem a sensação de que o amor que elas sentem é inexplicável, mais forte do que elas. Ontem mesmo conversando com uma mãe escutei ela me dizer que se o filho morresse antes dela, ela jamais suportaria. Eu ouso discordar. A força materna persiste, insiste e sobrevive. É mais forte do que ser mulher ou homem- é uma função humana superior e imperiosa para nossa vida como espécie humana... E assim a mãe persiste mais uma vez, mais ainda. Ser mãe é um vaticínio mais forte do que qualquer mulher; por isso que, mesmo as que não têm filhos próprios sobrevivem a um destino tão trágico, porque ser mãe é sobreviver sempre e apesar de... Assim, permanecem mães para sempre, com outra força, outro sofrer. Minha homenagem vai para estas também.
Todavia, as mães erram num ponto: os filhos as amam sofregamente também. Se o corpo é o álibi para tamanho amor, não se deve esquecer que os filhos são mais parte do corpo feminino do que as mulheres do corpo do filho. Acredita-se que as marcas subjetivas mais primordiais são transmitidas ainda no útero. Assim, o amor de um filho por uma mãe é também inexplicável. Prova disto temos aqueles que não tiveram mães ou foram por elas maltratados e abusados e ainda assim continuam desejando amar uma mãe...
Amor é corpo. Amor não são palavras, estas dão vida e sentido ao corpo, mas o duro do amor é o corpo a corpo- é a marca indelével de que um corpo marcou o outro. Então, mãe e filhos estão marcados eternamente para se amarem, uns sabem disso, outros aquiescem, alguns estrebucham, outros se debatem, mas não há filho indiferente a sua mãe. Na verdade, os casos de mães indiferentes aos seus filhos parecem ser mais comuns que filhos indiferentes a suas mães...
Tergiverso...
Tudo isso para tentar provar a minha própria mãe que a amo tão intensamente como sou amado. Admito que não deva ser fácil ser mãe de dois psicólogos, e, sobretudo de um projeto de psicanalista em construção. Saber que seu filho vai a análise falar,entre tantas coisas, de sua mãe deve ser uma facada no coração. Mas, eu sempre digo: isso não é falta de amor. É amor demais. É o amor único de um filho por sua mãe que, digo temerariamente, nem Freud explica. Porque no fim das contas não se explica mesmo. Amor é corpo e o corpo, bem... o corpo é vivido. O resto é só Dito e Dizer...
Te amo mãe, parabéns.
Parabéns também a todas as mães- veteranas e as marinheiras de primeira viagem.;)
Rafael.
Obrigado filho!
ResponderExcluirCom certeza o amor que sentimos é inexplicável. É o amor que cresce muda e amadurece e se torna cada dia mais intenso. Agradeço a Deus pela experiência de ser mãe de três filhos tão especiais.
Te amo muito!
Tua mãe.