sábado, 26 de janeiro de 2008

O lobo da estepe

Para as almas elevadas ofereço um trecho do Lobo da Estepe. Quem tem ouvidos ouça...

"Aquelas imagens—eram centenas, com e sem nome—estavam ali de novo, surgiam novas e jovens do poço daquela noite de amor, e tornei a ter consciência do que havia esquecido na miséria , que elas eram o tesouro e dos bens da minha vida e que continuavam existindo inalteráveis, acontecimentos culminantes que poderia esquecer, mas não destruir, mas não destruir, cuja série formava a lenda de minha vida, cujo brilho era o indestrutível valor de minha existência. Minha vida fora penosa, transtornada e infeliz, conduzindo à destruição e ao niilismo, fora amargurada pelo sal de todo destino humano, mas havia sido rica, orgulhosa e senhorial; uma vida soberba até mesmo inteiramente desfigurado, o cerne desta vida fora nobre, tinha feição e estirpe, não girara em torno das moedas, mas torno das estrelas.”

Um comentário:

  1. Hermmam Hesse é um grande frasista. Ainda não li O Lobo da Estepe, mas li o arrebatador Demian - além de Sidarta e Narrativas.

    Espero ainda ler O lobo...

    um abraço

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