sábado, 10 de outubro de 2009

Seminário Fé e Graça. dia 10 de outubro, 2009

Queridos amigos do Seminário Fé e Graça. Aqui vai um pequeno resumo do tema que tratei no último encontro. Hoje, iniciarei a minha fala pela leitura deste texto que escrevi para o Seminário passado , mas não tive tempo de falar tudo. Assim, dou-lhes uma revisão e introdução daquilo que , permitindo Deus, falarei hoje: o amor.  O texto, claro, é de minha autoria.


O que queremos de fato? Não queremos Deus. queremos uma religião. Queremos algo que aplaque nossas culpas e complexos psicológicos. Queremos usar a religião como uma muleta emocional. Não queremos Deus ou levá-lo a sério porque isso mudaria todo o plano de nossa vida. Mudaria nossos desejos, nossas motivações, nossa escolhas , nossas atitudes. Mudaria tudo. E por que não muda nada? Não muda nada. Não nos traz paz, não nos faz amar mais, nem perdoar mais. Ao contrário.  O que queremos é um arcabouço religioso que nos ajude a alcançar nossa vontade; nossos desejos, nosso coração podre e ambicioso. É por isso que queremos saber o que é pecado. Porque assim temos uma sequencia de regras e pronto! Temos nossa religião pessoal, temos nosso ópio. Temos nossa ilusão particular.  Não se  precisa assumir a responsabilidade por nossas vidas e nossos desejos e as conseqüências daquilo que desejamos para nossas vidas. É isso só isso o que  a religião faz. Dá um apoio psicológico. Nos ajudar a suportar a vida por meio de ilusões. Mas, Deus de fato, não queremos. Porque começar a levar a sério este primeiro mandamento requer muito de nós. Amar a Deus sobre todas as coisas. O que significa isso? Significa que ninguém pode ser Deus para nós. Nem nossos maridos e esposas,  filhos e amigos. Atinge em especial nossos relacionamentos. Por que vocês acham que o próximo mandamento atinge nosso próximo? Porque esta é a conseqüência natural do primeiro. Quando amamos a Deus acima de tudo nossa exigência sobre o outro desaparece ou pelo menos diminui consideravelmente. Aquele que está cheio de ágape, do amor verdadeiro de Deus, incondicionalmente aprende a amar os outros com o mesmo amor ágape.
Como eu aprendo a amar a Deus... parece-me que amar a Deus e a consciência que temos de quem somos e de nossos pecados tem íntima relação. É como se o pecado fizesse parte do grande processo de humanização do homem. Pois a quem muito perdoou, muito amou."


Um comentário:

  1. Concordo plenamente,a religião empobrece nosso relacionamento com Jesus,são regras e mais regras,procuramos se algo é pecado ou não,se pode ou não e esquecemos nosso relacionamento com Deus ,que é um aprendizado diário,aonde o Espírito Santo agirá em nossa natureza caída e nos dará a chance de acertar ou sempre tentar acertar.Amar á Deus sobre todas as coisas,é nao criar para si mesmo um deus e amar o proximo,é saber perdoar de todo coração e nao seguir esse deus do ego ferido.

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