Eu sempre soube a resposta, porque ela sempre me constituiu. Inteiramente vazado e homem humano. Ela é simples, mas sua realização é um pouco morrer. É dessa morte que fugi: have my way; isto é, me safar da vida. Glória nas alturas que alguns discernem os golpes da vida; ela golpeia a todos a todo momento. Alguns, entretanto, escapam dos golpes aos anestésicos; outros lutam contra os golpes. Outros, seres da exceção, sentem os golpes romper sua carne e sangram até morrer. Sofri os golpes e tentei estancar o sangue. Árdua tarefa correr sangrando. Corri sangrando. Descobri num susto que a solução estava sempre perto de mim: a morte sempre foi o centro do cristianismo não? Para esta morte, no entanto, não há redenção. Morrei para, enfim , ser humano. Aceitar minha humanidade resvala em aceitar também a humanidade de todos os outros. Que nada...Ser humano é simplesmente aceitar e lutar para ser quem ser é. é isso.
Como disse a Clarice Lispector, todo mundo precisa de uma mortezinha de vez em quando (não sei se é bem assim que ela diz, mas enfim...)
ResponderExcluirÉ porque somos finitos que podemos ser faltantes. É porque somos faltantes que podemos ser falantes. Ou ao contrário?