sábado, 12 de maio de 2007

Mãe


Querida mãe,

Enquanto penso no que dizer para minha mãe neste dia dedicado a ela, a única coisa que me vem a cabeça é que ,como filhos, devemos passar mais tempo com nossas mães. A única coisa que consigo pensar é em como a minha mãe me faz falta e como faz falta também o tempo que deixei passar sem estar com ela o quanto ela gostaria que eu estivesse. Penso também na fidelidade do amor materno-que aprende desde cedo a se doar. É uma doação que eu ainda não aprendi. Se eu verdadeiramente quero aprender a amar, preciso olhar para minha mãe. Preciso me lembrar de todas as noites nas quais me arrumei para sair e não foi com ela, e ainda assim, ela permitiu que eu partisse; e mesmo que no fundo houvesse ciúmes ou saudades, mesmo assim ela me deixou ir. Amou-me e me deixou ir. Não há maior amor.

Lembro de Maria, mãe de Jesus. Teve em seu ventre o Rei dos reis; o amou até o fim, mais do que todos nós, e mesmo assim deixou seu filho ir... E ele foi até a morte. Mas ela nunca o deixou. Foi com ele até à cruz. É a maior de mãe de todas.

Neste dia das mães não posso deixar de pensar que a minha mãe também, que sempre me amou, nunca me impediu de ir. Sempre amou e insistiu em amar. Amou tanto alguém que hoje, talvez não seja mais o menino que ela carregou nos braços e que, quem sabe, ela nem mais reconheça. Mas ela ama. Ser mãe é algo completamente incompreensível, mas ao mesmo tempo é possível experimentar o amor materno. Meu presente hoje é perceber que preciso de mais tempo com a minha mãe. Hoje alguém me disse que eu preciso abrir os olhos para as coisas que estão ao meu redor. Então, estou abrindo, e uma das coisas mais belas que estão ao meu redor é a minha mãe e o amor que ela depositou em mim; eu não posso ser displicente com este amor. Nenhum filho pode. É uma leviandade das mais cruéis. Há tanto a aprender com nossas mães. Eu especialmente, tenho muito ainda a aprender com a minha mãe. Ser filho também é difícil. Passamos meses dentro delas; depois nascemos e passamos mais alguns anos debaixo de suas saias. Depois, resolvemos que precisamos sair de perto delas e termos nosso espaço. Mas chega um tempo em que sentimos que precisamos voltar pra bem perto delas e reviver tudo de novo. Só que agora já não temos medo de nos perdemos dentro delas. Regressamos ao seio materno e sentimos falta do tempo que perdemos tentando nos separar delas. Foi necessário; foi natural – mas foi um tempo que se perdeu, e não há nada mais doloroso.

Mas, o belo de tudo isso é que o caminho de volta está sempre aberto. Sabe por quê? Porque é semelhante ao amor de Cristo; é quase ágape: nós amamos nossas mães porque elas nos amaram primeiro. O caminho do amor nunca se fecha.

Meu presente neste dia das mães é:

Estou pronto para o caminho do regresso. Obrigado mãe por sempre me amar; confiar e me deixar ir.

Amo você, mãe, de todo coração. Obrigado por tudo.

2 comentários:

  1. e nem "eu te amo" consegue expressar o que essas criaturas sobrenaturais representam em nossas vidas...
    Rebeca

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  2. Obrigado,por este presente maravilhoso, porque revela o teu coração.E esse é o maior desejo de uma mãe alcançar o coração do seus filhos com seu amor. Sei que não acertei em tudo que fiz no exercicio da maternidade,mas pelo filho maravilhoso que és, tenho certeza que Deus me deu graça e sabeoria para ser mãe. Te amo muito. Tenha certeza a porta sempre estará aberta para entrares e para saires. Beijos da mamãe.

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