Será isso que todos procuramos ? O super-homem que virá a nos restituir a glória dos reluzentes e brilhantes anos de nossa infância? De quando eramos o objeto mais doce e dourado de nossos pais? Quando acreditávamos que o mundo masculino tudo nos daria? A insistência da beligerância do poder?
Quando insistimos no primado da afirmação fálica, seria isso a imaturidade? E como abri-se ao indizível feminino? Como abrir o peito para o nada ? Para o vazio ? Onde não há o resgate do super-homem , mas simplesmente resta a única saída de em si mesmo achar uma salvação.
Talvez como diria Freud-- cabe a cada um descobre de que forma pode ser salvo. Não há regra de ouro de salvação para todos;. nada que seja aplicável para todos se aplica a uma singularidade.
Ha! Eis o grande oculto e difícil mistério:
Desistir da insistência no sentido! Abraçar o transbordar de nossos excessos sem crer no poder. Desistir de crer e insistir no pai; em sua palavra, em seu ofício e em sua consolação. Mas, como fazer isso? Desistir do grande consolo? Eis um motivo para empreender uma psicanálise: aprender a sofrer, ou sair de uma infelicidade especial para uma infelicidade ordinária. O divã é menos um lugar de preencher o vazio do que um espaço para ampliar esse vazio até o ponto em que a criatividade se impõe como um dever-- o único dever de viver e saber viver.
Alôoooooooo. Ele não merece tanto. Não entendo isso. Ou melhor: isso fala por si!!!
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