segunda-feira, 12 de julho de 2010

Make a change.

 Gonna make a change for once in my life.



O velho Freud pode até errar, mas ele acerta bem mais que erra. E quanto a sublimação enquanto conceito psicanalítico ele deu um salto gigantesco. Algo que descobri hoje foi que quando vemos um outro ser humano produzindo e criando beleza, isto é, sendo sublime dá uma inveja maluca!  Sentimos que temos um potencial criador imenso, mas ficamos presos e enlaçados em nossos próprios gozos privados de cada dia e perdemos a chance de ascender ao sublime. A sublimação faz avançar a cultura; aquece nosso coração exatamente porque é um prazer produtivo e pleno de sentido. Bem, isso aí eu já to careca ( literalmente) de saber. A questão é dar o passo e tomar a decisão. Escolher é uma coisa danada de difícil porque obriga a gente a abandonar tudo aquilo que nos torna dependentes do outro para viver. Sabe quando alguém diz pra gente a infame frase: “ você é quem sabe”? Certamente nos obriga a pelo menos duas coisas:

1.    1.  Desagradar essa pessoa tomando nossa própria decisão e seguir nosso caminho;
2.    2 Assumir a responsabilidade por nosso sucesso ou fracasso que se seguir.

No fundo sempre sabemos a decisão a ser tomada. Quase sempre evitamos escolher por medo ou vergonha de assumirmos nosso verdadeiro desejo. Assim, nos aferramos a prazeres mais fáceis do que adiar a satisfação por um prazer mais longo e duradouro. Não posso deixar de lembrar do Evangelho quando nos diz que Jesus suportou todo sofrimento porque mantinha os olhos na glória que lhe estava proposta. 


Questões religiosas a parte, temos muito a aprender. Vivemos numa sociedade que nos estimula a ter sempre nossos desejos satisfeitos num passe de mágica. A sociedade de consumo cria sujeitos dispostos a tudo para ter um pequeno prazer. Nossa resistência à angustia está cada dia menor e estamos disposto a quase tudo pra sermos “ felizes”. Só que todo mundo sabe que felicidade verdadeira não vem sem muito trabalho. Certamente já ouvimos centenas de vezes que um gênio é feito de 90% de suor e só 10% de talento. Já tá virando um clichê, mas não deixa de ser verdade. Conheço muita gente com um vasto conhecimento e muita inteligência e que ainda assim não são felizes e realizados. Os sofredores de plantão dirão na minha lata: e o objetivo da vida é ser feliz? Não. A vida nem tem objetivo. E este é o pronto. Como a vida não tem um objetivo claro, ou seja, não tem sentido, cabe a cada um de nós construir um sentido que seja válido para si e lutar por ele até morrer. Talvez seja isso a felicidade: tentar ser feliz seguindo um sentido de vida próprio pelo qual , para você, vale a pena trabalhar, suar e lutar até a morte. Vivemos tempos sem ideologias, sem motivos pelos quais lutar. E agora lembro de nosso sublime Cazuza...Mesmo assim é possível: ideologia, eu quero uma pra viver.  

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