Aconteceu-me hoje uma epifania. Um momento único no qual podemos ver as coisas com clareza tal que um mudança ocorre dentro de nós como num passe de mágica.
Ajoelhei-me ao pé da cama para fazer uma prece e só pude dizer: Deus, tu o sabes.
E foi aí que vi, será isso o que chamam a “ ouvir a voz de Deus”? :
Ou eu começo a viver a partir do que eu realmente creio ou então é preciso esquecer tudo e jogar fora e começar de novo.
Súbita paz me encheu ao ver a possibilidade de realmente colocar em prática aquilo que há em mim que me faz achar que sou cristão. Meus leitores sabem que raramente falo de religião de forma tão taxativa no blog porque eu mesmo não sou tão taxativo quanto a assuntos de religião. Mas,hoje a palavra se impôs : religare.
Senti minha ligação com Deus e percebi que não preciso somente sentir,mas que há crenças dentro do meu peito que eu não consigo arrancar e que, talvez, elas me definam muito mais do que eu posso imaginar. Volto novamente à grande escolha de saber esperar o tempo da eternidade. O tempo do Eterno. Tudo isso faz parte do doloroso processo pelo qual estou sendo obrigado a passar de me aceitar cada vez mais e chegar ao duro de mim mesmo. O resto, todo o resto deve morrer. Eis, talvez, um bom significado para: negue-se a si mesmo. Tome a sua cruz e Siga-me. Rumo à morte cruel preciso aceitar tudo em mim radicalmente, inclusive o fato de que eu creio e preciso disso, muito. Reconheço que tenho sido enigmático nos últimos tempos, mas é como eu disse --- preciso escrever, é um empuxo ao êxito, muito, mais muito mais forte do que eu.

lindo texto, dá pra sentir daqui uma pontinha da tua epifania... escrita é isto, rafa (ao menos para nós, que escrevemos porque precisamos): o lugar sagrado do que somos.
ResponderExcluirgde bjo, e grata por essas palavras tão tocantes.