Eis o grande paradeiro da alma:
Não ser obrigado a dar explicações sobre o seu ser. Chegar neste ponto é talvez a grande vitória:
Quando se pode viver na firme confiança, em nada mais a não ser na inexorável passagem da vida e na necessidade de viver. Quando chegamos nesse ponto há mais espaço para tolerância e empatia; é que acabamos por perceber que, na maioria das vezes, o outro não está tentando nos vampirizar ou nos prejudicar: ele só está tentando viver, também, de uma forma ou de outra.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz é estar, dentre tantas coisas, pronto para ter sua felicidade questionada. Pronto para ser motivo de chacota. Pronto para não ter vergonha de dar a cara a tapa. E amigos, para que vocês saibam – ter um blog é dar a cara a tapa, 70 x 7.
Cai bem aqui uma pitada de Oscar Wilde:
" as pessoas costumavam dizer que eu era demasiado individualista--e devo sê-lo agora mais do que jamais fui.É preciso que eu exija de mim muito mais do que exijia antes e espere do mundo bem menos do que jamais esperei. Na verdade, a minha ruína não foi provocada por eu ter sido demasiado individualista mas por sê-lo demasiado pouco. A única ação vergonhosa, imperdoável e desprezível que cometi em toda a minha vida foi permitir a mim mesmo apelar à sociedade em busca de ajuda e proteção. Invocar tal ajuda já teria sido erro suficiênte, se considerado sob o ponto de vista do individualismo, mas que desculpa poderei ofercer por ter chegado a fazê-lo
Querido, a felicidade questionada reiteradamente e a busca do encontramento c essa não verdade que dos teus escritos salta em mim, bem no meio da minha barriga me lembrando de modo pulsante que isto tb sou eu...bem,hj me fez lembrar daquela sensação de ser manca no mundo...és mesmo assim não é?e nem precisas ser diferente pq essa condição não é o q causa desconforto, penso eu.se sentir pronto é mtíssimo importante...é poder encontrar ulisses...é conviver com o medo da condição...
ResponderExcluirbjs,
Patrícia hj bem manca...Fonseca